Renata Reis revolta-se após confirmação de suicídio: “Gostava que tivessem noção de que não somos marionetas”
Em entrevista à TV 7 Dias, a ex-concorrente aponta o dedo à pressão do público e às expectativas irrealistas sobre a "vida de influencerzinho". Renata confessa que o desgaste de Maycon era evidente para ela, mas critica quem exige uma vida perfeita.
A confirmação oficial chegou através do resultado da autópsia: Maycon Douglas pôs termo à própria vida.
A revelação, embora trágica, trouxe um momento de clarificação para Renata Reis, que na fase final da sua entrevista à TV 7 Dias abordou o tema com uma mistura de dor e lucidez. A empresária confessou que a notícia ainda está a ser “digerida”, depois de ter atravessado o tormento das dúvidas e da culpa: “Passa-se por tantas fases, já coloquei o ‘e se?’, já disse ‘não, não há e ses’. Eu não conseguia mudar nada, fazer mais.”
Confrontada com a dura realidade, Renata assumiu ter conhecimento das razões profundas que conduziram a este desfecho fatal, referindo-se a um “desgaste” acumulado que se tornou insuportável para o cantor: “Eu sei como é que ele chegou a isso, tenho perfeita noção. Mas se ele não expôs, porque é que vou eu expor?”, questionou, mantendo a sua postura de lealdade e recusando-se a tornar públicos os demónios que assombravam Maycon. “Para mim é lógico. Como é que nós chegamos a uma situação destas de desgaste?”, refletiu.
Mais do que a tristeza, a voz de Renata Reis ecoou revolta contra a sociedade e a forma como o público consome a vida das figuras públicas.
A empresária apontou o dedo às “expectativas irrealistas” criadas em torno de quem aparece na televisão ou nas redes sociais, sugerindo que essa pressão contribuiu para o abismo de Maycon: “Gostava que as pessoas tivessem noção de que nós não somos marionetas. (…) As pessoas exigem uma vida perfeita de ‘influencerzinho’, mas a vida real não é isso”, atirou.
Renata concluiu o seu desabafo lembrando que por trás dos ecrãs existem seres humanos reais, que “se entendem, divorciam-se e sofrem”, e que ninguém tem o direito de exigir perfeição em troca de likes. “Somos nós que comandamos a nossa vida”, rematou, num apelo final à empatia num mundo digital cada vez mais cruel.