Rui Freitas explica entrada na 1.ª Companhia: “Prefiro as consequências de aceitar”
O recruta projetou o seu futuro a duas décadas. Com o desejo de abrandar o ritmo, Rui confessou que o seu maior sonho por realizar é a paternidade e espera ter a família reunida nessa altura.
A noite de semi-final da 1.ª Companhia foi de fortes emoções para Rui Freitas.
O recruta, que tem mantido uma postura serena ao longo do programa, abriu o coração durante a dinâmica da ‘Caminhada Especial’, guiada pelo Comandante Moutinho.
A viagem começou pelas memórias de infância, indissociáveis do seu percurso profissional. Rui recordou com carinho os amigos que se tornaram sócios no projeto musical que celebra duas décadas.
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“Muitas delas estão ao meu lado… Temos um projeto que faz este ano 20 anos e eles estão presentes desde sempre na minha infância”, contou, visivelmente emocionado ao perceber a dimensão do caminho percorrido “do zero” até ao sucesso atual.
Rui Freitas refletiu sobre a leveza de ser criança em contraste com o peso da vida adulta. “Quando se é criança, aquilo que fazemos não tem tanta importância. Hoje em dia temos outra responsabilidade”, observou.
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Questionado sobre o que o trouxe ao programa, o músico foi pragmático. Juntou o útil ao agradável: a importância dos valores militares e a curiosidade pelo formato televisivo. “Sempre teve aquele bichinho… Prefiro as consequências de aceitar do que ficar a pensar o que é que teria sido caso não aceitasse”, explicou.
O momento mais vulnerável da conversa surgiu quando o tema foram os medos. Para Rui, o maior terror não é o fracasso na carreira, mas sim a inevitabilidade da vida familiar.
“Acho que há um que não tem preparação. Talvez esquecer os meus pais. Acho que todo o resto poderá dar para refazer, mas isso não”, confessou o recruta, preparando-se para deixar esse peso para trás na dinâmica.
Ao olhar para o futuro, daqui a 20 anos, Rui Freitas surpreendeu com um desejo de simplicidade. Prestes a fazer 30 anos agora, imagina-se aos 50 numa vida tranquila. “Gostaria aos 50 anos já estar numa casinha de campo, sossegado”, revelou.
Mas o grande objetivo de vida vai além do descanso. Rui partilhou com o Comandante o seu sonho mais íntimo: “É ser pai. Eu espero que neste meu futuro ainda seja possível”.
No final da caminhada, o balanço da participação na 1.ª Companhia foi extremamente positivo. “Até agora, não me arrependo nada… Saio daqui com outra ideia diferente”, garantiu, sentindo-se preparado para o que o futuro lhe reserva.