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Sara Correia lança novo álbum e fala sobre a sua evolução: “A Sara de faca na liga existe sempre”

A fadista de 32 anos acaba de editar Tempestade, um disco criado exclusivamente por mulheres. Numa entrevista de coração aberto, a artista confessou que hoje em dia olha para os problemas à procura de soluções.

A fadista Sara Correia, de 32 anos, acaba de lançar o seu novo álbum intitulado Tempestade.

Num projeto absolutamente único na sua carreira, o disco foi criado exclusivamente por mulheres, juntando grandes nomes da música portuguesa.

Numa entrevista reveladora à revista Vidas, do Correio da Manhã, a artista fez uma viagem ao passado, recordou as raízes em Chelas e falou sobre a sua grande evolução pessoal.

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Questionada sobre o verso que dá mote a esta fase da sua vida, referindo que uma mulher são mil mulheres, a cantora revelou como se sente atualmente e como as vivências moldaram a sua enorme força: “Esta Sara é uma mulher muito mais madura, mais crescida e com muito mais certezas. Sinto que a minha força enquanto mulher é muito maior do que aquela que tinha há 20 anos. Hoje entendo muito melhor as capacidades que a mulher tem. Embora estas mil mulheres não seja só sobre mim, é também sobre esta Sara que se consegue transformar em tantas outras. Por todo o meu percurso e por todas as coisas que ultrapassei, hoje sou uma mulher mais corajosa e destemida”.

Ao longo da conversa, a artista foi desafiada a escolher entre a sua versão mais intempestiva e a faceta que procura a paz do marinheiro. Assumindo a sua intensidade natural, Sara Correia explicou que a calma que o público menos conhece é fruto da passagem do tempo e de um grande crescimento interior: “A Sara de faca na liga existe sempre. Eu descobri que sou sempre intensa, que sou sempre esta força que às vezes nem sei explicar, mas também descobri que por baixo desta tempestade, tenho uma parte mais calma. Acho que isso se chama maturidade. É curiosa. Sinto que, antigamente, em situações que não conseguia controlar, eu explodia logo e fugia para um lugar que me fazia mal. Mas hoje em dia olho para as coisas sempre com uma solução. E isso trouxe-me paz e também ajuda muito ao meu canto”.

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O grande destaque deste novo trabalho discográfico é a colaboração exclusiva com compositoras e letristas como Carolina Deslandes, Márcia, Garota Não, Mafalda Arnauth, Aldina Duarte e Beatriz Pessoa.

A fadista confessou que a experiência trouxe uma nova energia ao seu repertório, enaltecendo a forma como a ligação com o produtor Diogo Clemente ajudou a desenhar este projeto inovador: “Eu sempre cantei poemas de homens e mulheres mas nunca tinha feito esta experiência. Este disco é uma junção de muitas mulheres e de muitas forças diferentes como resultado de um processo de descoberta muito minha e do meu produtor Diogo Clemente. Estas mulheres foram incríveis porque conhecem a artista e a mulher e foi fácil encontrar um caminho”.

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