1ª CompanhiaGeral

Sara Santos da 1ª Companhia: “Se não fosse o meu filho, eu já não estava cá”

Ex-concorrente da 1.ª Companhia revela como ultrapassou a fase mais negra da sua vida após a morte da filha

Sara Santos, jornalista de 42 anos, encontrou na participação da 1.ª Companhia um ponto de viragem na sua vida.

Oito anos após a morte da filha, que faria oito anos no dia desta entrevista (6 de fevereiro), Sara decidiu aceitar o desafio do programa da TVI para “sentir-se viva” e quebrar a rotina.

“Entrei num buraco muito complicado, quis terminar com a minha vida. O meu filho viu-me em situações complicadas, porque eu não pensava, só queria acabar com aquela dor, já não queria mesmo estar cá. Se não fosse o meu filho, eu já não estava cá”, confessa Sara numa entrevista exclusiva à Nova Gente.

Leia também: O diagnóstico implacável no Secret Story 10: “As meninas estão 20 vezes superiores aos rapazes”

O filho, que tinha 14 anos quando a irmã nasceu, foi testemunha de todo o sofrimento: “Ele acompanhou tudo. Eu perdi uma filha, mas ele perdeu uma irmã. Depois teve de me ver a deprimir em casa, todo o processo de não-luto. Apesar dos psicólogos, foi muito complicado ter de lidar com tudo na adolescência.”

A mudança aconteceu quando descobriu um tumor suspeito de ser maligno e teve de ser operada à mama esquerda: “A primeira pergunta que fiz ao médico foi: ‘Vou morrer?’ Passei tanto tempo sem querer viver e acabei por perguntar se ia morrer. Foi o pânico total. Foi isso que me agarrou à vida, o querer viver. O meu filho e a minha família ajudaram-me muito nisso.”

Leia também: Eva reage a strip escaldante de Diogo (namorado) na Casa dos Segredos

Sara ainda guarda as cinzas da filha em casa, mas está pronta para se libertar: “Não estarei a desfazer-me da minha filha, mas de matéria. Essas cinzas, dentro de casa, estão a criar uma nuvem negra. Acredito que estar a prender a matéria não é bom. Tenho de deixá-la descansar de vez. Quero encerrar este capítulo, já não me está a fazer bem. Sinto uma nuvem escura e a necessidade de libertar-me.”

O caso da morte da filha está no Tribunal dos Direitos Humanos, mas Sara quer seguir em frente independentemente da resposta: “Oito anos já chega, a minha filha também não quereria isto para mim.”

Na 1.ª Companhia, Sara revelou ter desenvolvido uma dependência de bebidas energéticas enquanto fazia uma pós-graduação e trabalhava nas madrugadas da SIC: “Cheguei a estar três dias sem dormir só a beber aquilo. Comecei com uma para aguentar, passei para duas, três. E quando se vê que funciona e é de acesso fácil…”

Sara está agora numa relação estável e o namorado, que foi militar, apoiou-a na participação no programa: “Ele sempre achou que eu não ia chegar longe, porque sou preguiçosa no exercício físico. Mas torceu para me ver na final. Ficou muito feliz e orgulhoso da minha prestação.”

O casamento não está nos planos: “Já fui casada uma vez, pela igreja. Já me divorciei, a burocracia foi imensa. O mais importante é o compromisso. Estamos felizes, na nossa paz, e respeitamo-nos muito.”

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo