Sofia Ribeiro proíbe telemóveis às filhas e gera debate no V+ Fama: “O fruto proibido é o mais apetecido”
A decisão da atriz de manter as sobrinhas, de 12 e 14 anos, longe dos smartphones foi analisada ao pormenor. Pedro Capitão sugeriu o uso de telemóveis "jurássicos" como alternativa segura, enquanto Isabel Figueira relatou um caso grave de partilha de fotos íntimas numa escola para justificar a medida.
A decisão de Sofia Ribeiro de proibir as sobrinhas, Beatriz (12) e Bianca (14), de terem telemóvel gerou um intenso debate no programa V+ Fama desta quarta-feira, 11 de fevereiro.
O painel de comentadores dividiu-se, com Isabel Figueira a liderar o apoio à medida da atriz, baseando-se na sua própria experiência como mãe. “Parece-me o mais conveniente (…) Eu acho que todos nós temos percebido o impacto que os telemóveis têm na vida dos mais novos, não só dentro das escolas como também fora”, afirmou Isabel, revelando que também ela já teve de intervir na vida digital do filho: “Foi uma decisão que ele chegou a ter telemóvel e que lhe retirámos (…) O meu filho não tendo telemóvel também permite que não tenha acesso a um bullying que existe”.
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A comentadora defendeu que a proibição até ao 9.º ano nas escolas é benéfica para recuperar a socialização perdida e proteger as crianças de predadores online. “Redes sociais, então, é uma coisa que é impensável para, por exemplo, o homem ou o filho ter (…) Quem está por trás de um computador pode não ser uma criança e sim um adulto a tentar incentivar a criança para outro tipo de coisas”, alertou. Para sustentar a sua posição, Isabel relatou um episódio dramático num colégio, onde uma aluna de 13 anos viu uma fotografia íntima ser espalhada pelos colegas: “A miúda mandou, o rapaz recebeu, espalhou por todos os amigos (…) A miúda tinha 13 anos e, portanto, 13 anos não tem a capacidade de dizer que não”.
Em contraponto, António Leal e Silva mostrou-se totalmente em desacordo com a estratégia de Sofia Ribeiro, classificando-a como redutora. “Eu acho que a educação não depende e nunca deve ter como base a proibição ou a castração (…) A educação baseia-se na formação”, argumentou o socialite.
Para António, a solução passa por entregar o dispositivo e ensinar a usá-lo com responsabilidade, em vez de criar um tabu: “Os miúdos mal tenham idade para entender como é que o telefone funciona devem ter um telefone (…) e são acompanhados pelos pais”. O comentador acredita que proibir apenas aumenta o desejo de transgredir, comparando a situação às saídas noturnas da sua juventude: “Os outros que foram proibidos, castrados de sair… O fruto proibido é sempre o mais apetecido”.
Pedro Capitão tentou encontrar um meio-termo, sugerindo o regresso aos telemóveis básicos como ferramenta de segurança sem os riscos da internet. “A questão não é o telemóvel. É se é um smartphone ou se é daqueles de uma era mais jurássica (…) Se tu dás um telefone ao teu filho, onde tu não tenhas acesso à internet (…) aí eu sou a favor”, propôs. No entanto, o debate manteve-se polarizado entre a proteção radical defendida por Isabel Figueira, “Estas idades que a Sofia está a proibir são idades fraturantes e que podem traumatizar uma miúda”, e a liberdade vigiada preconizada por António Leal e Silva.