Soraia Carrega confessa problema de saúde e tem momento emotivo com o instrutor
"Eu entrei aqui com dores": O segredo que Soraia Carrega guardou
Numa conversa franca com o Instrutor Marques, a recruta Soraia Carrega revelou que enfrentou os primeiros dias do reality show da TVI sob o peso de uma crise de saúde.
No rigor do treino militar da “1.ª Companhia”, o novo formato da TVI, não há lugar para hesitações, mas há lugar para a humanidade. Soraia Carrega, uma das recrutas em destaque, protagonizou um dos momentos mais densos do programa ao partilhar com o Instrutor Marques as dificuldades físicas e psicológicas que tem enfrentado, revelando sofrer de endometriose – uma doença crónica, inflamatória e, para muitas mulheres, incapacitante.
A conversa começou com um exercício de reflexão, com o Instrutor Marques a citar versos (atribuídos a Casimiro de Abreu) sobre a necessidade de viver plenamente, mesmo perante a dor. O diálogo, que começou com a análise de um poema, rapidamente derivou para uma confissão sobre as limitações reais de quem vive com uma condição de saúde severa.
“Quem passou pela vida em branca nuvem e em plácido repouso adormeceu. Quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, não foi homem, passou pela vida e não viveu“, leu Soraia Carrega. Questionada pelo instrutor sobre o significado das palavras, a recruta admitiu a necessidade de disciplina, mas sublinhou o peso do que estava a sentir: “Que as coisas têm de ser conquistadas e que o comedismo ou a falta de vontade de crescermos ou desenvolvermos é um bocado morrer, estagnar,” explicou Soraia, antes de abrir o coração sobre a sua trajetória “Eu aceitei isto porque quero e sei que me faz falta. Mas também não queria sair daqui ou por resistência ou por… não sei. E faz-me confusão.”
A rigidez militar, muitas vezes vista como uma barreira, serviu aqui de catalisador para uma revelação que muitos desconheciam. Soraia Carrega explicou que a sua aparente falta de energia ou os momentos de desmotivação tinham uma causa orgânica e profunda “Eu entrei aqui com dores, eu tenho endometriose. Os primeiros cinco dias foram com endometriose. De lá para cá, a questão do Filipe que me deixou foi… assustou-me tanto. E, entretanto, eu estou doente desde então. Eu não durmo, estou com privação de sono,” confessou a recruta, visivelmente emocionada.
A resposta do Instrutor Marques, embora mantendo a postura de comando, procurou separar a “Carrega lá de fora” da recruta que ali se encontrava, incentivando-a a encontrar forças no sofrimento: “Esqueça as câmaras, esqueça o programa de televisão. Isso não interessa para nada. Nós sofremos e crescemos com isso. (…) É perante o obstáculo que o homem se descobre.”
A endometriose, mencionada por Soraia, ocorre quando o tecido que normalmente reveste o útero (endométrio) cresce fora dele. O resultado é uma inflamação crónica que pode causar dores pélvicas intensas, fadiga extrema e problemas de fertilidade.
Em Portugal, estima-se que a doença demore, em média, sete a oito anos a ser diagnosticada. O desabafo de Soraia Carrega em horário nobre não é apenas um momento de televisão; é um alerta para uma condição que, como a própria descreveu, obriga a uma “resistência” constante que nem sempre é visível a quem está de fora.
Para Soraia, o desafio na “1.ª Companhia” é agora duplo: provar a sua resiliência perante os instrutores e gerir uma condição que não tira férias, nem perante a disciplina de um quartel. Como concluiu o Instrutor Marques: “Estamos aqui para avaliar a sua personalidade a nível militar (…) É só meter isso nessa cabeça e agir em conformidade.”
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