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Soraia Sousa recorda violência doméstica na 1.ª Companhia: “Perdi a inocência para defender a mãe”

A recruta abriu o coração na semi-final da '1.ª Companhia'. Soraia revelou um passado marcado pelo divórcio dos pais e por episódios traumáticos, confessando que perdeu a inocência demasiado cedo para tentar proteger a família.

A semi-final da 1.ª Companhia ficou marcada por um dos testemunhos mais fortes da temporada. Soraia Sousa, que se tem destacado pela força física e mental nas provas, mostrou o seu lado mais vulnerável durante a ‘Caminhada Especial’ guiada pelo Comandante Moutinho.

Confrontada com uma fotografia da sua infância, a atriz começou por deixar um conselho à menina que foi: “Diria para ela não perder o sorriso”. Mas rapidamente a conversa tocou em feridas profundas, relacionadas com o ambiente familiar em que cresceu.

Soraia Sousa revelou que é filha de pais divorciados e que a sua infância esteve associada a episódios de “alguma violência doméstica”. O trauma desses momentos criou nela um sentido de responsabilidade precoce e um peso de culpa que carregou até hoje.

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“Aqui senti que tinha que defender algumas pessoas e que não consegui… Senti que não queria ser mais um peso”, confessou a recruta, referindo-se à necessidade de proteger a mãe e os irmãos. Soraia admitiu que, por causa disso, “perdi a inocência e ganhei algum peso de querer resolver as coisas sozinha”.

O Comandante Moutinho explorou a ligação entre esse passado e a sua entrada no programa. A atriz confirmou que o fascínio pela vida militar não é acaso. “Talvez por eu própria pensar sempre em defender as outras pessoas”, explicou, mostrando admiração pela disponibilidade dos militares em proteger o país.

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No campo profissional, Soraia falou sobre a dura realidade da representação, onde teve de aprender a “aceitar nãos” e a lidar com a frustração sem nunca baixar os braços. A atriz garantiu que o programa foi uma viagem de autoconhecimento: “Saber que consigo fazer tudo na minha vida, mesmo que com lágrimas nos olhos”.

Contudo, as cicatrizes emocionais deixaram marcas na sua capacidade de relacionamento. Questionada sobre o seu maior medo, a resposta foi imediata: “Não conseguir confiar em alguém”.

Soraia explicou que existe sempre “uma sombra” entre ela e os outros, fruto do receio de ser magoada novamente. “Não ter medo de ser desiludida outra vez. Entregar-me e ficar desiludida”, desabafou.

A dinâmica encerrou com um olhar para o futuro a 20 anos, onde a maior angústia da atriz se prende com a inevitável perda dos seus avós, que descreveu como símbolos de “carinho, força e confiança”.

No final, Soraia Sousa mostrou ter feito um caminho de cura dentro da base, aceitando que o passado serve de ensinamento. A recruta despediu-se do peso que carregava, afirmando que conseguiu “fazer as pazes” com a criança que foi e garantindo que, hoje, já é capaz de defender quem ama.

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