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Suzana Garcia arrasa investigação e diz que “há pessoas a quererem fazer-se passar por namoradas”

A advogada foi implacável no matutino da TVI. Garante que o jovem não tinha compromisso sério e que a pessoa que chorou nas redes sociais era apenas alguém com quem ele teve uma discussão naquela noite.

A advogada Suzana Garcia trouxe revelações contundentes ao programa “Dois às 10” desta manhã, lançando dúvidas sobre a narrativa romântica que tem circulado após a morte de Maycon Douglas e denunciando um clima de ameaças nos bastidores do caso.

Na sequência da reportagem de Bruno Caetano, a comentadora foi perentória ao negar a existência de uma relação amorosa séria, desmentindo a jovem que publicou um texto emotivo nas redes sociais: “Ainda um outro aspecto, não há namorada nenhuma. Não há, não há namorada nenhuma. Sei que há para aí pessoas que se querem fazer passar por namoradas, não há”, atirou a advogada.

Suzana Garcia explicou que, na noite do desaparecimento, a dinâmica foi bem diferente da de um casal apaixonado, “Naquele dia, o Maycon teve uma discussão com uma sujeita, com quem ele tinha um relacionamento ocasional. Não quer saber se é esta [jovem que diz ser a namorada], se é outra, só para deixar ficar isto bem claro. Não há namorada nenhuma”, afirmou categoricamente.

Confrontada por Cláudio Ramos sobre a veracidade dessa informação, a comentadora reforçou que os amigos mais íntimos sabiam que ele estava solteiro e que essa pessoa nem sequer era conhecida do círculo próximo, “Mas qual namorada? Mas qual namorada? (…) Aliás, de tal sorte, que era uma pessoa com quem ele saía, que nem sequer apresentou a maioria dos amigos que tinha”, reforçou.

Para além de desmontar a tese do romance, Suzana Garcia expôs detalhes perturbadores sobre as comunicações digitais do ex-concorrente na noite do desaparecimento.

Segundo a advogada, existem mensagens enviadas do telemóvel de Maycon que levantam fortes suspeitas de não terem sido escritas por ele, mas sim por terceiros, “Havia uma partilha da geolocalização, mas depois deixou de haver a partilha (…) apesar de haver o envio de mensagens, que eles [amigos] que o conhecem há algum tempo entendem que não foram feitas por ele, mas sim por outra pessoa, até inclusive de nacionalidade brasileira”, explicou.

Esta inconsistência na linguagem utilizada reforça a desconfiança de dois amigos próximos que, desde o início, recusaram aceitar a tese de acidente ou suicídio sem mais averiguações.

A situação torna-se mais grave com a revelação de que estas testemunhas, que tentaram em vão ser ouvidas pela Polícia Judiciária, estão a ser alvo de coação. Suzana Garcia confirmou ter tido acesso a provas dessas intimidações, “Eu queria chamar a atenção para o facto de eu achar curioso que uma destas pessoas (…) tenha feito ameaças por escrito a estes dois jovens que estavam a tentar procurar respostas”, denunciou.

Para a advogada, este comportamento é suspeito: “Não deixa de ser curioso, porque mesmo que eu não concorde com a interpretação deles (…), não é normal que eu me ponha a fazer ameaças”.

Suzana Garcia criticou ainda a inércia inicial das autoridades em recolher estes depoimentos, sublinhando que ela própria cumpriu o seu dever de cidadã ao ouvir quem a procurou com informações pertinentes.

Agora, resta aguardar pelos resultados toxicológicos e da autópsia, que segundo a advogada, “irá estar disponível no prazo de três semanas, quatro semanas”, para esclarecer definitivamente a dinâmica da morte.

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