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Tânia Laranjo alerta para riscos jurídicos e “falta de noção” dos jovens no Secret Story

Jornalista da CMTV questionou a validade da cedência de direitos de imagem face à dignidade humana

Para Tânia Laranjo, os protagonistas do triângulo amoroso estão expostos a julgamentos e ameaças que transcendem o entretenimento e entram na esfera criminal.

O programa “Noite das Estrelas” promoveu um debate profundo sobre a dimensão jurídica e ética que envolve o triângulo amoroso entre Diogo, Eva e Ariana e Tânia Laranjo, convidada para analisar o fenómeno sob o prisma jornalístico e legal, manifestou sérias preocupações quanto à gestão da exposição mediática de jovens que, na sua visão, carecem de maturidade para lidar com as consequências do formato “Falamos de jovens de facto com pouco mais de 20 anos que não têm a noção da exposição do que está a acontecer. (…) Muitas vezes estes jovens não têm noção do que vai acontecer a seguir, nem sequer têm noção da exposição mediática a que têm estado sujeitos“, afirmou a jornalista em direto.

Para Tânia Laranjo, o facto de os concorrentes assinarem contratos de cedência de imagem ao entrar no reality show não lhes retira a proteção fundamental sobre a sua dignidade “O direito à imagem, esse seguramente não é absoluto“, explicou, reforçando que a assinatura de um acordo não concede às estações o poder de anular a intimidade dos indivíduos “Estes jovens, quando assinaram o acordo para participar naquele programa, não deram o direito de de alguma forma se intrometerem desta forma e exporem desta forma a sua intimidade“, sublinhou.

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A jornalista alertou ainda que a situação já ultrapassou as barreiras do entretenimento, entrando no domínio do Direito Penal devido às repercussões na vida das famílias dos envolvidos “É preciso termos, por exemplo, em conta se acontece alguma coisa a algum familiar de algum destes três envolvidos. Como sabemos já, ameaças de morte“, revelou.

Tânia Laranjo deu exemplos concretos da gravidade da situação: “A casa de Diogo já terá sido – já atiraram pedras, já partiram vidros. Aparentemente desconhecidos, pessoas que nas redes sociais se insurgiram contra o comportamento do rapaz“.

A análise concluiu com um aviso rigoroso sobre os limites do que pode ser potenciado por uma produção televisiva. A jornalista defende que a intromissão na vida privada, ao potenciar ameaças e o julgamento público agressivo, levanta “questões jurídicas preocupantes” que podem ter consequências irreversíveis para a saúde e segurança dos jovens concorrentes, que parecem estar a “apaixonar o país” pelos motivos mais perigosos.

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