Tânia Laranjo arrasa lentidão da justiça após detenção de enfermeira: “Dificilmente virá cumprir pena”
A jornalista da CMTV recorreu às redes sociais para analisar o caso de Mariana Fonseca. A falta de um acordo de extradição com a Indonésia esteve no centro das críticas.
A detenção de Mariana Fonseca na Indonésia está a dar que falar e Tânia Laranjo não perdeu tempo a meter a boca no trombone para escalpelizar as falhas monumentais da justiça portuguesa.
Através das redes sociais, a jornalista da CMTV apontou o dedo à inércia das autoridades que permitiram a fuga da assassina de Diogo Gonçalves.
Sem rodeios, o rosto do canal atirou a matar aos sucessivos atrasos dos tribunais,in acusando o sistema de ter dado todas as abébias para que a enfermeira condenada escapasse do país: “A questão não é porque fugiu. Nem sequer é como fugiu. A questão que parece incomodar menos a justiça é outra: porque é que a deixaram fugir. Mariana sabia, desde a decisão do Supremo, que ia ter de cumprir pena. Recorreu para o Constitucional: e o Constitucional fez aquilo que faz tão bem: demorou. Primeiro para rejeitar os argumentos, depois para enviar o acórdão para Faro. Tempo não faltou”.
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Tânia Laranjo traçou um cenário bastante negro para o desfecho deste processo e avisou que a mulher de 29 anos estudou o mapa ao milímetro para se safar dos 23 anos de cadeia, aproveitando a falta de tratados internacionais entre Portugal e o país asiático: “Aliás, houve tempo para tudo. Até para escolher, com calma, um país sem acordo de extradição. Ou muito me engano, ou dificilmente Mariana virá cumprir a pena em Portugal. Talvez nem em lado nenhum”.
A rematar a sua análise implacável, a jornalista expôs o contraste gritante entre o brilhantismo da fuga e a ingenuidade do sistema judicial português, que se limitou a cruzar os braços: “Mariana fez o trabalho de casa. Preparou-se: plano A, plano B e plano C. A justiça, ao que parece, tinha apenas um plano: esperar que ela não fugisse e que não desse trabalho. Que se entregasse!”.
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