Tânia Laranjo emociona-se com generosidade das vítimas: “Oferecem-nos tudo o que têm”
A jornalista da CMTV partilhou um testemunho comovente sobre os últimos dias de reportagem no terreno. Tânia Laranjo destaca a forma como foi recebida nas casas dos portugueses, com "mãos estendidas com água fresca e café", mesmo no meio da desgraça.

Depois do desabafo de Sandra Felgueiras sobre os perigos das infraestruturas, foi a vez de Tânia Laranjo, rosto incontornável da CMTV, partilhar a sua visão sobre as últimas semanas de trabalho árduo no terreno, fustigado pelo mau tempo.
Num registo profundamente emotivo e humanista, a jornalista focou-se na resiliência e na bondade do povo português, que, mesmo perante a adversidade, acolhe quem vai contar a sua história. “Nos últimos dias, voltámos a entrar em casas e, antes mesmo de pousarmos o cansaço, já havia mãos estendidas com água fresca, fruta acabada de cortar, café quente”, relatou Tânia, visivelmente tocada pela forma natural como a ajuda surge: “Oferecem-nos tudo. Tudo o que têm. Como se dar fosse a coisa mais natural do mundo”.
Para a repórter da CMTV, a barreira entre o jornalista e o entrevistado desfaz-se rapidamente nestes cenários de crise, dando lugar a uma ligação quase familiar. “Voltámos a abraçar desconhecidos como se fossem família. E, de repente, deixam de o ser. Porque aqui ninguém é estranho por muito tempo”, escreveu.
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Tânia Laranjo descreveu esta experiência como um “aconchego raro”, uma sensação de pertença que faz com que a equipa de reportagem se sinta “em casa, mesmo quando estamos longe da nossa”, num testemunho que exalta o caráter nacional.
Apesar do desgaste físico evidente, provocado por horas intermináveis de diretos e viagens, a jornalista retira desta experiência uma lição de esperança sobre a identidade de Portugal. “Cansada, sim. De corpo pesado e olhos cheios. Mas com o coração absolutamente certo de que vivemos num país extraordinário”, garantiu.
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Tânia Laranjo concluiu o seu texto com um elogio à capacidade de partilha dos portugueses, definindo o país como o “verdadeiro centro dos afetos”, onde “quem tem pouco não hesita em abrir a porta” e onde, talvez, essa generosidade seja a chave da sobrevivência coletiva: “E talvez seja isso que nos salva, sempre”.
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