Tânia Laranjo sem dúvidas: “Estamos em cima de uma investigação de homicídio, claramente”
Após o aparecimento do corpo a sul da Nazaré, a CMTV esclareceu o procedimento legal. A PSP passou o caso à PJ porque há suspeitas de crime, e o Laboratório de Polícia Científica já recolhe vestígios.
Poucas horas após um corpo ter dado à costa na Praia do Sul, na Nazaré, com fortes indícios de pertencer a Maycon Douglas, Tânia Laranjo analisou na CMTV a movimentação das autoridades no local.
A jornalista explicou que a presença massiva da Polícia Judiciária (PJ) e do Laboratório de Polícia Científica é o sinal mais claro de que as autoridades não estão a tratar o caso como um mero suicídio ou acidente, mas sim como um potencial crime.
“A Polícia Judiciária, para estar aqui e para ter a investigação (…) tem que haver uma possibilidade de haver um homicídio, porque é isso que leva a que o crime seja da competência da Polícia Judiciária. Ainda que depois possa apurar que não é, mas tem de partir do pressuposto de um homicídio, portanto, não podemos partir do pressuposto de um suicídio, porque senão a Polícia Judiciária não estava à lista, é factual”, começou por esclarecer.
Tânia Laranjo revelou que o processo já tem número e classificação oficial: “O processo-lato está catalogado, já tem o número, e é catalogado como possível homicídio”.
A partir de agora, o foco total está nas perícias forenses. A jornalista destacou a presença do “CSI português” para recolher provas antes que o tempo apague os vestígios, sublinhando a importância crucial da autópsia.
“A autópsia é fundamental, a autópsia dirá, por exemplo, se ele entra na água morto, se ele morre por afogamento (…) se ele entra na água morto, a probabilidade de haver uma intervenção de terceiros é muito maior. Se ele foi… se ele tem lesões, em que circunstâncias ele morre”, detalhou.
A jornalista lembrou ainda que as buscas ao carro submerso foram dificultadas pelo estado do mar, deixando em aberto a possibilidade de o corpo ter estado preso noutro local antes de dar à costa, “O corpo é fundamental (…) porque o corpo vai contar uma história, vai contar o que é que aconteceu a Maycon, se ele entrou vivo, se ele morre afogado, se ele se tentou salvar”, afirmou.
Sobre a transição do caso da PSP para a PJ, Tânia Laranjo explicou que tal só acontece quando a polícia inicial encontra motivos para desconfiar da tese de desaparecimento voluntário.
“A PSP chama a Polícia Judiciária, porque suspeita que não é um desaparecimento voluntário, e tem que haver suspeitas de intervenção de terceiros. (…) Nesta primeira fase, estamos em cima de uma investigação de homicídio, claramente”, concluiu.