1ª CompanhiaGeral

Telmo Ferreira recorda José Castelo Branco e Alexandre Frota: “O Zé quebrava a paciência a qualquer um”

Em entrevista à TV Guia, o antigo paraquedista e vencedor da '1.ª Companhia' em 2005 faz o balanço da sua participação. Telmo compara as figuras "fora da caixa" do passado com Filipe Delgado e admite que não esperava vencer Diana Chaves.

A história dos reality shows em Portugal tem na primeira edição da 1.ª Companhia, transmitida em 2005, um dos seus capítulos mais memoráveis.

Telmo Ferreira, antigo paraquedista e ex-concorrente do Big Brother 1, sagrou-se o grande vencedor dessa experiência militar, batendo nomes que pareciam favoritos ao prémio final. Em declarações à revista TV Guia, o bombeiro de Leiria recordou o momento em que ouviu o seu nome como triunfador, confessando a sua surpresa inicial.

Telmo Ferreira explicou à publicação que não se via como o vencedor natural do formato, apesar do seu passado militar: “Achava que ia ganhar uma pessoa que não tinha nada a ver com a vida militar, como era o meu caso. Embora eu estivesse bem preparado, tinha a certeza de que a Diana (Chaves) era quem levava o prémio (25 mil euros). Ou a Valentina (Torres). Mas, inesperadamente, fui eu”. Duas décadas depois, o balanço continua a ser positivo: “Recordo a Primeira Companhia com carinho aqueles dias. Foi divertido, embora eu acredite que tenha sido duro para outros”.

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Entre esses outros que sentiram o peso da bota militar esteve a cantora Romana. Com apenas 24 anos na altura, a artista admite que o choque com a disciplina foi brutal para a sua personalidade rebelde. Romana recordou o sofrimento vivido na caserna: “Sofri imenso. Foi muito duro. Tinha 24 anos, era uma miúda e, de repente, ter de me sacrificar pelos outros e viver naquele regime, eu que desafiava a autoridade por tudo e por nada, foi duro. Tanto é que só lá aguentei um mês”.

Apesar da dureza, as memórias são também pautadas por momentos de puro entretenimento, nomeadamente as discussões e episódios protagonizados por José Castelo Branco e Alexandre Frota. Romana descreveu essa convivência como um “show diário”, uma opinião partilhada por Telmo Ferreira, que vê nessas figuras a alma deste tipo de programas.

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O vencedor comparou mesmo o passado com o presente: “O Zé quebrava a paciência a qualquer um. Mas era divertido com aquilo tudo… Um bocadinho como o Filipe Delgado. E a verdade é que os programas de televisão precisam mesmo disso. De momentos divertidos, de figuras fora da caixa”.

Atualmente, ao acompanharem a nova versão do formato que está prestes a chegar ao fim, tanto Telmo como Romana são unânimes: o rigor militar parece ter sido aliviado. O bombeiro de Leiria foi direto na sua análise: “Desta vez aquilo é mais fácil. Se calhar é porque não estou lá. Mas parece-me que os instrutores não são tão rigorosos como eram connosco”.

Romana concordou de imediato, lembrando a exigência de outrora: “Ele tem toda a razão. Aquilo era duríssimo. Agora acho que não tem nada a ver. Eu bastava errar coisa básica e lá vinham as flexões”.

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