1ª CompanhiaTVI

“Temi pela minha integridade”: O desabafo de Rui Freitas que expôs a rutura na base militar

O medo que se instalou na "1ª Companhia

No “Diário” da TVI, os comentadores analisaram as imagens exclusivas de um confronto que levou um recruta a confessar o medo de agressão física.

Na “1.ª Companhia”, a linha entre o rigor militar e a agressividade pessoal parece ter sido cruzada e o que começou como uma troca de palavras durante a gala escalou para um momento de tensão quando Pedro Barroso, apontado como o líder natural do grupo, confrontou Rui Freitas de forma considerada para muitos, “intimidatória”, sentando-se a poucos centímetros do colega e proferindo frases que, podem roçar a ameaça. No confessionário, Freitas não escondeu o receio: temeu pela sua integridade física.

O confronto, cujas imagens inéditas foram transmitidas no “Diário” apresentado por Nuno Eiró, mostrou um Pedro Barroso visivelmente exaltado, recusando-se a aceitar críticas à sua educação “Vou-te explicar uma coisa. (…) Não metes em causa da minha educação. (…) Não vais chorar para a televisão, não para o café. Calma contigo comigo, meu amigo. Temos vida, temos pais,” atirou Barroso, enquanto se aproximava de Rui Freitas. Perante a tentativa de acalmar os ânimos, o ator continuou: “Não me deixes comigo, maluco. Não me esqueces de mim. Não sabes mesmo para onde é que estás a virar.”

Para o comentador Cândido Pereira, a reação foi desproporcional, fruto de uma interpretação pessoal de Barroso sobre as palavras de Rui “O Pedro Barroso sentiu-se atingido pelas palavras do Rui Freitas, como se tivesse sido uma indireta (…) Agora, ele depois ao levantar-se, a sentar-se assim em frente ao Rui Freitas, faz também com que o Rui tenha sentido (…) alguém intimidado, daí ele ter falado que se calhar sentiu ameaçada a sua integridade física.

A análise do painel de comentadores – composto por Isabel Figueira, Romana e Cândido Pereira – revelou uma divisão clara na perceção do grupo. Se, por um lado, Pedro Barroso é visto como o “agregador”, por outro, a sua força parece estar a asfixiar os elementos mais frágeis da recruta.

Isabel Figueira lamentou a mudança de atitude de Barroso, que inicialmente até teria apoiado Rui Freitas: “O Pedro abraçou muito bem essa ideia [de integrar o Rui]. A partir daquele ensaio (…) estabelece os seus limites. Mas eu acho que há maneiras de se dizer. A forma como o Pedro se dirigiu ao Rui foi de uma forma agressiva.”

Já sobre Rui Freitas, o adjetivo “insolente” usado pelos instrutores não colheu consenso entre os comentadores. Para Isabel Figueira, a palavra correta é outra: “Eu acho-o inseguro. Super inseguro. E quando ele tem à frente alguém que ele sente que é mais forte do que ele (…) essa insegurança leva-o a afastar-se.

O facto de Rui Freitas ter recebido oito nomeações do grupo foi interpretado por Cândido Pereira como um movimento de proteção ao líder da ‘alcateia’ “O grupo estar mais do lado do Pedro não me choca, porque eles consideram o Pedro o ‘mano da chuva’, que é o líder do grupo. (…) As nomeações, não tenho dúvidas algumas, que foi para proteger o Pedro e colocar o Rui como o mau da fita,” explicou o comentador.

Nuno Eiró questionou se o grupo estaria a esquecer que, apesar do contexto militar, se trata de um reality show onde o isolamento de um concorrente pode, ironicamente, torná-lo favorito do público. Isabel Figueira sublinhou que a intensidade do programa faz os recrutas perderem a noção do exterior: “Este reality é diferente, não tem tempos mortos. Eles estão sempre muito ocupados, o que te faz distanciar muitas vezes de onde é que tu estás.”

A tensão na base militar da TVI promete não ficar por aqui e resta saber se o “líder” Barroso conseguirá recuperar a diplomacia ou se a “agressividade” da forma acabará por ditar o seu destino no programa.

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