Tiago Teotónio Pereira recorda vida com Nicolau Breyner: “Subornávamos o Nico com mojitos”
A entrevista conduzida por Júlia Pinheiro serviu para recordar a relação privilegiada entre os dois atores. O rosto da ficção confessou que o sonho de fazerem uma peça juntos ficou por cumprir.
Tiago Teotónio Pereira marcou presença na emissão desta quarta-feira do programa Júlia para homenagear Nicolau Breyner e recordar a convivência diária com o histórico ator, assinalando a passagem de uma década sobre a sua morte.
A conversa conduzida por Júlia Pinheiro na estação de Paço de Arcos focou-se na dinâmica familiar durante os anos em que a mãe do ator esteve casada com o veterano da representação.
O ator descreveu o ambiente de constante agitação e alegria que se vivia em casa, onde o ruído das dezenas de jovens que por lá passavam era gerido de forma caricata com o padrasto: “Nunca havia sossego. Havia sempre grande galhofa e subornávamos o Nico com mojitos, íamos lá, quando começávamos a esticar com o barulho, ouvíamos dois gritos e subíamos com o mojito e já sabia que estava tudo bem”.
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O cenário de confusão saudável era ampliado pela paixão da mãe por acolher diferentes espécies, transformando a moradia num autêntico refúgio animal onde cabiam cães enormes, pássaros e até um porco que acabou por ser doado.
Apesar de partilharem a mesma paixão pelos palcos e pelos ecrãs, Tiago Teotónio Pereira revelou que o ambiente caseiro não servia para falar do trabalho ou procurar conselhos, existindo uma separação clara entre a carreira e e a vida privada: “Nós não falávamos muito de trabalho, mesmo quando eu comecei a trabalhar mais. Não era, sei lá, tínhamos mil outras coisas para falar e uma vida inteira caseira a acontecer”.
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O rosto da ficção nacional garantiu partilhar a mesma perspetiva profissional que caracterizava a postura de Nicolau Breyner e lamentou que o tempo não tenha sido suficiente para concretizarem um dos grandes desejos que projetaram em conjunto.
O desaparecimento físico do padrasto há exatamente dez anos deixou um vazio criativo e um projeto familiar eternamente adiado: “Havia muita coisa por fazer. Muitos planos mesmo. Pessoal, falávamos muito do que queríamos os dois fazer. Falávamos que íamos fazer uma peça juntos. Era isso. Falávamos muitas vezes disso, mas não chegou a acontecer”.