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Trump impõe ritmo de guerra à NASA para colonizar a Lua: “Não em anos, mas em meses”

EUA querem viver na Lua já na próxima década: Conheça o plano "sem burocracia" da NASA

Sob pressão da administração Trump, a agência espacial redireciona recursos para a superfície lunar e planeia lançamentos anuais para garantir a liderança na nova corrida espacial.

A NASA acaba de anunciar uma reformulação drástica do programa Artemis, com o objetivo de estabelecer uma presença humana permanente na Lua já nos próximos anos. Esta aceleração, impulsionada por diretrizes políticas do presidente Donald Trump, exige que a agência espacial mude o seu ritmo de operação: as transformações estruturais devem agora ocorrer em meses e não em anos, de forma a garantir que o regresso à superfície lunar aconteça antes de 2028.

O administrador da NASA, Jared Isaacman, detalhou que o foco total será agora a infraestrutura terrestre na Lua. Para viabilizar este plano, foi tomada a decisão estratégica de suspender o programa Gateway, a estação que ficaria na órbita lunar. Os recursos e o hardware serão redirecionados diretamente para a superfície, onde o plano de construção será executado em três fases distintas: o transporte inicial de equipamentos e rovers, a criação de módulos semi-habitáveis para estadias temporárias e, finalmente, uma base totalmente funcional capaz de sustentar vida de forma contínua.

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A missão Artemis III, agendada para 2027, será o grande teste de fogo para os sistemas orbitais, abrindo caminho para que a Artemis IV marque o regresso efetivo dos astronautas ao solo lunar. A ambição da agência não se fica pela exploração esporádica: o objetivo é atingir uma cadência de lançamentos anuais, evoluindo para missões a cada seis meses. Esta base servirá não só como laboratório científico, mas como o porto de abrigo essencial para o próximo grande salto da humanidade: Marte.

Para a conquista do Planeta Vermelho, a NASA está já a investir no Reator Espacial-1 Freedom E, trata-se de uma nave de propulsão nuclear que deverá ser lançada até ao final de 2028, transportando helicópteros de exploração avançada. Esta aposta na tecnologia nuclear é vista como o diferencial necessário para reduzir os tempos de viagem interplanetária e garantir a sustentabilidade das missões de longa duração.

Internamente, a NASA está a passar por uma purga burocrática e, a agência anunciou a integração direta de especialistas nas cadeias de produção e a conversão de milhares de contratos temporários em empregos fixos, visando uma força de trabalho mais ágil e dedicada. Com a China e outros intervenientes a apertarem o passo, os Estados Unidos deixam claro que a nova corrida espacial não é apenas sobre chegar primeiro, mas sobre quem consegue ficar e transformar a Lua num novo posto avançado da civilização.

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