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“Vende mais uma capa de funeral do que de um casamento”, porquê? Saiba tudo

Carolina de Freitas Nunes esteve no programa das manhãs do V+ TVI para falar sobre nostalgia. A conversa com os comentadores abordou a forma como a tecnologia e o saudosismo afetam a nossa mente.

O programa Bom Dia Alegria desta quarta-feira, conduzido por Zé Lopes e Merche Romero no canal V+ TVI, recebeu a psicóloga Carolina de Freitas Nunes para uma conversa profunda sobre saudosismo e nostalgia.

O painel de comentadores, que contou com a presença de Pimpinha Jardim e António Leal e Silva, acabou por refletir sobre o impacto das emoções e as diferenças gritantes entre as gerações passadas e as atuais.

A conversa começou por focar-se na forma como o apego ao passado pode prejudicar a saúde mental. A especialista explicou que o equilíbrio é fundamental e que o problema reside na dose. “Nós vemos que as pessoas ficam muito presas também, e quando ficam muito presas a estes momentos e não conseguem, do ponto de vista funcional, portanto, levar a sua vida a bom porto, não é? Porque estão sempre a pensar e presos a esses momentos, e isto de facto torna-se negativo, não é? Para a pessoa. Agora, isto é quase na cozinha o quanto baste, que nós costumamos dizer. É bom algum saudosismo, é bom um bocado de nostalgia, e faz bem, e faz-nos bem também recordarmos esses momentos. Nem sempre é mau. Tem a ver é com o excesso também desse tipo de emoção, é que realmente pode afetar do ponto de vista psicológico”, detalhou.

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Merche Romero questionou depois se os seres humanos se viciam em determinadas emoções. Carolina de Freitas Nunes não só confirmou, como partilhou uma curiosidade surpreendente dos bastidores da imprensa cor de rosa internacional. “Exatamente. Principalmente naquelas mais óbvias, obviamente nas boas e às vezes também nas más. Mas é isso, pois nós temos aqui os especialistas nestas situações, os críticos. Eu acho que esse tipo de sentimento realmente as pessoas também ficam, gostam muito. Até porque eu já há uns anos atrás ouvia o diretor da Hola espanhola dizer que vendia mais, por exemplo, uma capa com funeral do que propriamente uma com casamento. E isto diz muito, não é, do ponto de vista psicológico das pessoas”, revelou.

Perante o espanto de Pimpinha Jardim, que quis perceber o motivo deste fenómeno, a psicóloga esclareceu de forma simples: “Porque as pessoas gostam de coisas que realmente lhes mexem mais do ponto de vista emocional.” António Leal e Silva não perdeu a oportunidade de dar a sua visão sempre muito crua da sociedade. “São calhandreiras e são negativas. Se as pessoas não fossem calhandreiras e negativas, gostavam de coisas positivas”, atirou o comentador, assumindo logo de seguida que ele próprio também tem esse lado curioso.

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O debate fluiu naturalmente para a forma como a tecnologia alterou o convívio e a educação. Zé Lopes pediu a Pimpinha Jardim para comparar a sua infância com a dos seus três filhos. “Eu acho que acima de tudo era a vida que nós tínhamos sem as novas tecnologias. Acho que é a maior diferença. Nós brincávamos muito mais lá fora, tínhamos uma vida muito mais ao ar livre e por mais que nós incentivemos os miúdos hoje em dia a estarem na rua, a verdade é que também não lhes damos essa liberdade. Existe um controlo muito maior, já não há ‘olha, vem para casa, quando estiver a noite, será à noite, quer-te em casa’. E nós íamos e não havia controlo. Hoje em dia há controlo”, constatou a comentadora.

António Leal e Silva apontou o dedo aos novos métodos parentais, criticando a modernidade excessiva de alguns pais. “Acho que houve uma mudança brutal da maneira como os pais hoje educam. (…) Eu hoje reparo, por exemplo, os pais muitos, alguns, não são todos, obviamente, não vamos generalizar, querem ser tão modernos que estabelecem com crianças, às vezes vejo nos shoppings, casas de todo lado, conversas com crianças de 4 anos e de 5 e de 6 que eu acho que são totalmente inapropriadas, porque nós estamos a falar de crianças. As crianças com essa idade não têm que fazer determinado tipo de escolhas”, argumentou, notando ainda que os jovens de hoje falam muito nos chats, mas que ao vivo ficam super atrapalhados.

A fechar, Carolina de Freitas Nunes deixou um alerta sobre o impacto dos ecrãs no desenvolvimento cognitivo, recordando os tempos em que o aborrecimento era o motor da imaginação. “Claro, porque nós aborrecíamos-nos, não é? E havia aquela possibilidade de nos aborrecer. Nós, na nossa altura, portanto, podemos ainda dizer isto, quando éramos mais jovens e não existiam estas novas tecnologias, tínhamos que inventar, tínhamos que ser criativos. E tem a ver com essa criatividade. O facto de agora as crianças estarem a ser estimuladas, não estão a puxar por elas, portanto, não há nada que puxe por elas, porque elas têm tudo dado num telefone”, concluiu a psicóloga.

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