Vítima de cancro, criador do fenómeno OnlyFans perde a vida aos 43 anos
Leo Radvinsky, o bilionário ucraniano dono do OnlyFans, faleceu aos 43 anos vítima de cancro. A empresa confirmou a notícia com um comunicado.
A plataforma OnlyFans perdeu o seu principal rosto e acionista maioritário. Leo Radvinsky, o empresário de origem ucraniana que transformou o site num fenómeno global e altamente rentável, morreu esta segunda-feira, dia 23 de março de 2026, aos 43 anos.
A confirmação foi feita pela própria Fenix International, empresa proprietária da rede social, através de um comunicado à imprensa que revela que o bilionário perdeu a vida após doença prolongada.
“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Leo Radvinsky. Leo faleceu pacificamente após uma longa batalha contra o cancro”, afirmou um porta-voz da OnlyFans, acrescentando ainda um apelo da família para que a privacidade seja respeitada neste momento delicado.
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Nascido na cidade de Odesa, na Ucrânia, e a residir na Flórida, nos Estados Unidos, Radvinsky adquiriu o controlo da Fenix International em 2018, mantendo-se até ao momento como administrador e acionista maioritário da empresa. A plataforma, fundada originalmente em 2016 pelo britânico Tim Stokely, funcionava numa primeira fase apenas como uma rede social comum onde os criadores cobravam por conteúdos exclusivos.
Contudo, foi sob a visão de Radvinsky e impulsionado pelos confinamentos da pandemia em meados de 2020 que o ângulo da plataforma estendeu-se em definitivo para a compra e venda de conteúdos eróticos e pornográficos, atingindo números recorde de utilizadores e faturamento.
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De acordo com as listas da revista Forbes atualizadas no final de 2025, o empresário detinha uma fortuna avaliada em cerca de 7,8 mil milhões de dólares. O impacto e consolidação da marca no mercado digital era de tal forma forte que, no início deste ano, chegaram a público notícias de que a empresa estaria a explorar a venda de uma participação maioritária num negócio que avaliava o OnlyFans em cerca de 5,5 mil milhões de dólares.
Apesar de ser o cérebro por trás de uma das plataformas mais expostas e mediáticas do mundo, Radvinsky manteve sempre um perfil incrivelmente discreto, avesso a entrevistas e fugindo aos holofotes. As poucas informações conhecidas sobre a sua vida partiam de si mesmo. Na sua página oficial de LinkedIn, o empresário assumia que passou as últimas duas décadas a “construir empresas de software e contribuir para o movimento de código aberto”, gerindo em paralelo um fundo de capital de risco focado em tecnologia criado em 2009.
Fora do mundo da programação e negócios, afastava-se da imagem tradicional de magnata e descrevia-se como um leitor ávido, sempre pronto para uma partida de xadrez, e um grande entusiasta dos ares. Radvinsky assumia o estatuto de aspirante a piloto de helicóptero, acumulando cerca de 95 horas de voo, a grande maioria aos comandos de um Bell 206B-3 JetRanger.
A sua faceta filantrópica ganhou também enorme destaque nos últimos anos de vida. Após a invasão russa da Ucrânia em 2022, o bilionário doou largos milhões de dólares para fundos de socorro ao seu país natal com recurso a criptomoedas. Além disso, apoiava de forma regular instituições de caridade focadas em bem-estar animal e aplicava verbas expressivas em investigação médica, nomeadamente no prestigiado Memorial Sloan Kettering Cancer Center, lutando de forma silenciosa e paralela contra a mesma doença oncológica que agora lhe tirou a vida.