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Zé Manel abre o coração: O peso de ser o “namoradinho de Portugal” e o refúgio nos ansiolíticos

Numa publicação pautada pela honestidade, o cantor fez um balanço dos danos causados pela exposição mediática precoce. A excentricidade e o humor foram os seus escudos de sobrevivência.

Zé Manel, a inconfundível voz que marcou uma geração à frente dos Fingertips, surpreendeu os seus seguidores nas redes sociais com uma reflexão crua, poética e sem filtros.

O cantor olhou para o retrovisor da sua vida e expôs o lado mais negro e desgastante da fama precoce, revelando os mecanismos de defesa que foi obrigado a criar para sobreviver aos holofotes.

O artista começou por assumir que a sua personalidade pública foi, muitas vezes, uma armadura para lidar com a pressão: “A verdade é que a excentricidade, o refúgio em ansiolitivos sociais diversos, o humor disruptivo, a obsessão pelo detalhe e a partilha de intimidade filosófica foram apenas formas de saber integrar o estranho mundo dos adultos”.

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Numa análise introspetiva sobre o mundo do espetáculo, Zé Manel descreveu a forma violenta como as figuras públicas são frequentemente sugadas, usadas como pretexto ou escada de validação para proveito alheio. O músico não poupou nas palavras para descrever este processo de canibalização mediática: “Somos uma massa sem forma que se permite ser mastigada com o maior deleite e a maior violência, para que encontre no momento em que é cuspida uma total sublimação. Eu optei pela verdade. E entreguei tudo”.

O balanço desta montanha-russa incluiu ainda a vasta lista de rótulos, julgamentos e peripécias que marcaram a sua imagem pública ao longo dos anos. Com uma ironia mordaz, o artista enumerou as várias facetas que lhe foram atribuídas: “Fui alvo de estudo, notícia internacional, criminoso da loja dos 300, relativizador do âmbito sexual, romancista de liceu com conhecimento milenar, namoradinho de Portugal sem critério ou curso de teatro, bêbado sazonal e prodígio ocasional”.

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Apesar do peso de ter carregado “toneladas de mundo” nas costas desde muito jovem, a reflexão termina num tom de apaziguamento e enorme orgulho pessoal. Zé Manel agradece a quem o acompanhou e reconhece que, no fundo, até o ódio e as críticas faziam parte de uma ligação intensa com o público: “Parece sempre um ódio de escola, mas vejo agora, é sempre amor à primeira vista”.

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