CMTVGeral

A fatura do acampamento no Rossio: Tânia Laranjo defende comerciantes face à ocupação sem fim à vista

O caos das tendas em Lisboa e a inércia do diálogo: Tânia Laranjo questiona exigências dos manifestantes

Lembrando o direito à manifestação, Tânia Laranjo questionou a falta de propostas concretas e alertou para os graves prejuízos que esta ocupação trará a quem ali trabalha e paga impostos.

A polémica em torno do acampamento e ocupação do Rossio, no coração de Lisboa, tem gerado acesos debates. A jornalista Tânia Laranjo, da CMTV, utilizou as suas redes sociais para analisar a fundo o mais recente impasse entre a autarquia liderada por Carlos Moedas, a intervenção da PSP e as decisões dos tribunais que travaram o levantamento das tendas.

GoogleTornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google

Com um tom incisivo, apontou o dedo às falhas do processo e, sobretudo, ao impacto severo na vida de quem tenta ali garantir o seu sustento.

Leia também: Kiko is Hot ‘goza’ com Cristiano Ronaldo e provoca fúria no clã Aveiro que refere ‘hipocrisia’

“Há um despacho de Carlos Moedas para retirar as tendas do Rossio. Ou, pelo menos, a de Renata Cambra“, começou por enquadrar a jornalista na sua publicação. “A PSP foi travada por uma decisão judicial e o Ministério Público considerou inconstitucional a interpretação da norma que sustentou a intervenção policial. O recurso para o Tribunal Constitucional está em cima da mesa. Os manifestantes, entretanto, não saem“.

Face a este cenário de paralisia burocrática e judicial, Tânia Laranjo questionou o rumo dos acontecimentos numa época crucial para o comércio local. “E agora? Fazemos o quê? A PSP volta ao Rossio para tentar retirar as tendas e arriscar outra decisão judicial? Não há mercado de Natal? Leva-se o mercado para outro lado? Talvez os comerciantes também possam montar as suas bancas noutro sítio. Ou fechar a loja“, atirou com ironia, alertando que “há sempre alguém a quem pedir sacrifícios“.

Leia também: Tony Carreira como nunca o viu! O desafio de Cristina Ferreira que o cantor não conseguiu recusar

A grande preocupação da jornalista da CMTV foca-se naqueles que serão os mais prejudicados por este braço de ferro: os trabalhadores locais. “É que há pessoas que vivem do Rossio. Pagam rendas, salários, fornecedores. Não vivem de protestos nem podem suspender a vida à espera que alguém se entenda“, sublinhou. “E não me parece que devam ser os comerciantes a pagar esta fatura“.

Além da defesa dos comerciantes, Tânia Laranjo não poupou críticas à atitude de quem lidera a ocupação, apontando a falta de objetivos palpáveis. “Também gostava de perceber o que querem concretamente os manifestantes. Porque até agora há muita palavra de ordem, muita indignação e pouca proposta“, avaliou, lamentando que “o diálogo parece ser uma hipótese que ainda não merece grande entusiasmo“.

O seu desabafo terminou com uma reflexão sobre os limites dos direitos constitucionais. “A manifestação é um direito. Mas ocupar uma praça não transforma os restantes cidadãos em figurantes da luta de quem lá está. O Rossio não é de Carlos Moedas, mas também não é de quem conseguiu montar primeiro uma tenda“, concluiu.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo