Nelson Lisboa justificou o uso da palavra “vulgar” com o dicionário e deixou um recado contundente sobre educação e elevação no comentário televisivo.
A polémica em torno da análise ao visual de Sofia Ribeiro nos Globos de Ouro ganhou um novo e explosivo capítulo pois, após ter sido alvo de duras críticas por parte do painel do «Passadeira Vermelha», Nelson Lisboa utilizou as suas plataformas digitais para emitir uma resposta implacável, dirigindo as suas baterias essencialmente a David Motta e Sara Norte.
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Com a frase “ACABOU A BRINCADEIRA!” a encabeçar a publicação, o comentador de moda começou por responder a David Motta, que na emissão anterior tinha exigido rigor semântico e sugerido que o uso da palavra “vulgar” para descrever o look da atriz era desadequado.
Nelson Lisboa não deixou a crítica sem resposta e sugeriu ao colega de profissão que se informasse melhor. “Ao comentador do Passadeira Vermelha que decidiu corrigir publicamente o meu português, quando se sobe ao púlpito para dar lições sobre a língua, convém ter a prudência de abrir primeiro um dicionário“, escreveu, justificando a sua escolha vocabular: “«Vulgar» não significa apenas «ordinário». Significa também comum, corrente, banal. Foi exatamente nesse sentido que utilizei a palavra“.
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Nelson Lisboa foi mais longe e sublinhou a contradição do colega de painel. “O mais curioso é assistir a alguém corrigir publicamente o português dos outros para, pouco depois, ter de reconhecer publicamente que afinal a correção estava errada. Há ironias que se escrevem sozinhas. O rigor que me exige na moda talvez seja um excelente princípio para aplicar às suas próprias palavras“, atirou.
Logo de seguida, o alvo passou a ser Sara Norte, que havia afirmado no programa da SIC que Nelson Lisboa precisava de se saber vestir antes de emitir opiniões sobre os outros.
O ex-convidado rebateu a provocação apelando ao bom senso e à educação. “À comentadora do mesmo programa que afirmou que, para comentar moda, é preciso saber vestir, é uma opinião. Eu também tenho uma: para comentar pessoas, além de opinião, convém saber estar, ter elevação e perceber que frontalidade e falta de consideração não são sinónimos“, declarou, acrescentando que os requisitos exigidos aos outros devem ser aplicados a quem os profere.
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A terminar esta primeira parte do seu desabafo digital, Nelson Lisboa desvalorizou os ataques e as mensagens de ódio que tem recebido nas redes sociais, apontando a hipocrisia de quem o ataca. “Quanto aos insultos, vídeos, ‘bimbo’, ‘azeiteiro’ e restante folclore digital, divirtam-se. Não me interessa e muito menos condiciona a minha autoestima. Mais curioso é ver alguns desses conteúdos merecerem aplausos de quem exigiu tanto respeito quando a crítica lhe tocou à porta. A coerência, pelos vistos, também é seletiva“, concluiu.
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