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Alexandre Monteiro analisa Rita Pereira e deteta falha no discurso: “Tudo o que é compensação é para esconder insegurança”

A atriz garantiu que jamais deixaria a representação para ser apenas influenciadora. Contudo, o especialista convidado por Liliana Campos identificou sinais de "insegurança" e uma necessidade de validação no discurso da atriz sobre o seu talento.

A emissão de ontem do programa Passadeira Vermelha, na SIC Caras, contou com uma presença especial em estúdio.

Alexandre Monteiro, conhecido como o “decifrador de pessoas”, juntou-se ao painel para analisar as recentes declarações de Rita Pereira ao podcast do jornal Público, onde a atriz fez revelações surpreendentes sobre as suas finanças.

Liliana Campos introduziu o tema recordando que Rita Pereira afirmou, numa entrevista à Forbes e agora reforçou, que a grande fatia dos seus ganhos não provém da televisão. No excerto ouvido em estúdio, a atriz foi perentória: “Numa entrevista à Forbes Portugal, dizias que 80% dos teus rendimentos vêm das redes sociais. Isso mantém-se? Mantém-se. Mas não abdicarias de ser atriz? Não. Jamais abdicaria de ser atriz para ser apenas influencer. Primeiro, porque tenho consciência que isto pode acabar a qualquer momento e depois porque amo a minha profissão, amo realmente aquilo que eu faço. É a forma mais incrível que eu tenho de comunicar com o público, é com o talento e com a minha prestação enquanto atriz e com a criação de personagens e tudo mais. Portanto, não me passa pela cabeça deixar de ser atriz para trabalhar apenas nas redes sociais.”

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Liliana Campos fez questão de contextualizar a dimensão destes valores, lembrando que Rita Pereira é uma das atrizes mais bem pagas do mercado nacional: “Sim, nós sabemos e é importante que se diga, porque a maior parte das pessoas não tem essa ideia do dinheiro que se ganha nas redes sociais. A Rita diz que 80% do dinheiro que ganha vem daí, e ela ganha muito bem enquanto atriz. Não sei se ainda mantém o contrato de exclusividade com a TVI, mas para ela dizer que 80% é o digital, portanto, a ínfima parte, que já é muito, são os 20% que têm a ver com ser atriz. Nós sabemos que ela é das mais bem pagas.”

Sara Norte, também presente no painel, admitiu que só recentemente percebeu a dimensão milionária do mercado digital, aludindo ao escândalo recente que envolveu uma agência de influenciadores: “eu só tive mais ou menos a noção do digital agora quando houve este problema da agência, em que houve o dinheiro desviado, etc., em que falaram realmente valores muito grandes. Eu aí comecei a compreender, mas se faz falta este dinheiro e se as pessoas não vão percebendo… Porque há grandes quantias de dinheiro e eu não faço a mínima ideia e adorava receber, sinceramente. Adorava ter assim, fazer tanta publicidade, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.”

A atriz e comentadora elogiou ainda o percurso de Rita Pereira, destacando a sua inteligência em não largar a representação: “Eu acho que a Rita tem evoluído bastante enquanto atriz. Pelo menos eu tenho visto, às vezes passo na TVI e vejo-a a fazer agora um papel diferente de tudo e acho que tem vindo a evoluir. Compreendo que ela não queira deixar, porque por mais dinheiro ou por mais bonita que seja a vida de influência, pode acabar e nisso ela está a mostrar que é extremamente inteligente na forma como gere a sua carreira.”

Contudo, a análise mais técnica e contundente veio de Alexandre Monteiro. O especialista em linguagem corporal e comportamental detetou sinais de incongruência no discurso de Rita Pereira, especificamente quando esta fala do seu “talento” e da manutenção dos rendimentos.

Segundo Alexandre Monteiro, a repetição da palavra talento denuncia uma carência de reconhecimento: “Daí a necessidade dela compensar. Quando nós começamos a compensar as nossas habilidades, é uma necessidade de ser vista, por isso é que ela diz ‘talento, talento, talento’. Tudo o que é compensação é um comportamento de insegurança. Então, quando nos estamos a gabar muito daquilo que nós fazemos, é para esconder uma insegurança. Uma insegurança, neste caso, daquilo que vocês estão a dizer.”

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Mas o ponto mais crítico da análise prendeu-se com a voz da atriz. Alexandre Monteiro notou uma alteração no tom quando Rita confirmou que os rendimentos digitais se mantêm nos 80%, sugerindo que a realidade pode já não ser exatamente essa: “Aqui o que me chamou a atenção foi o ‘mantém-se’. Quando ela fala se os valores da rede se mantêm, ela mudou o tom de voz. Quer dizer que nas redes o valor pode não estar a manter-se, e aí há um acordar para: ‘ok, aqui é a atriz, ainda está aqui a atriz, não está só a influência’. Ela até fala no futuro, porque isto pode não dar para o futuro. Por isso é que a questão que eu vi no discurso, porque o não verbal também é o tom de voz, foi aquele tom agudo. Nós conseguimos perceber isso. Então ela, quando diz ‘mantém-se’, fica com o tom mais agudo. O tom dela é grave, e ela diz ‘mantém’ num tom agudo. Penso que há aqui um acordar de que a influência é boa, mas tem que ter cuidado que isto não dura para sempre.”

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