Antigo inspetor da PJ revela novos detalhes sobre detenção de Daniela Pimenta
"Fica impedida de ter novos documentos": O segredo judicial que tramou Daniela Pimenta e o marido na Tailândia

Carlos Anjos analisou o caso na CMTV e explicou que a antiga concorrente da «Casa dos Segredos» e Pedro Mourato foram declarados contumazes em Portugal por suspeitas de burla.
O caso da detenção de Daniela Pimenta na Tailândia, onde permaneceu de modo ilegal durante cinco anos, continua a somar novas revelações. Depois de o jornal local «The Phuket News» ter noticiado a apreensão de uma cidadã portuguesa na região de Phuket e de conseguir-mos identificar através das suas tatuagens, surgem agora explicações sobre o motivo que impedia a antiga concorrente da «Casa dos Segredos» de regularizar a sua situação no país asiático.
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A interceção policial ocorreu no passado dia 13 de outubro, durante uma fiscalização a uma aula de culinária. Sem o passaporte físico na sua posse, a mulher exibiu apenas uma fotografia do documento, levando as autoridades a descobrirem que se encontrava em situação irregular. Este episódio acontece um ano após a detenção do marido, Pedro Mourato, também em solo tailandês, por suspeitas de fraudes com cartões de crédito e criptomoedas num valor que pode superar os 500 milhões de euros.
Em declarações prestadas à CMTV, Carlos Anjos, antigo inspetor da Polícia Judiciária, esclareceu os contornos legais que ditaram a impossibilidade de o casal obter documentação válida. Segundo o especialista, a ausência de papéis resultará no afastamento imediato do território: “De imigração ilegal não acho que ela vai ser acusada, aquilo que está aqui em cima da mesa, é que ela, segundo as autoridades tailandesas, vai ser deportada por não ter documentos, por estar aí numa situação ilegal. Para se estar na Tailândia é necessário ter um visto“.
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O comentador criminal adiantou que tanto a ex-concorrente do reality show da TVI como o companheiro enfrentavam bloqueios impostos pelos tribunais nacionais devido a processos pendentes. “Eles eram procurados pela Justiça Portuguesa por suspeitas de burlas e nunca compareceram, não foram localizados, e a Justiça declarou-os contumazes e impediu-os de renovar, por exemplo, os documentos. Mesmo que eles fossem a um consulado, ou viessem ao IRN em Portugal tentar obter um cartão de cidadão ou um passaporte novo, não lhes era fornecido. É uma situação em que a pessoa fica impedida de ter novos documentos“, detalhou.
Para contornar este bloqueio legal, o casal terá recorrido a esquemas ilícitos no passado, somando novas infrações ao seu cadastro. “Soube-se que eles em determinado momento foram de alguma forma localizados utilizando passaportes suíços falsos. É uma das informações que existia, é que teriam circulado com passaportes suíços, mas que eram falsos. E aí há um crime de falsificação de documentos. Se essa informação é verdade, se eles andaram a circular pela Europa com um passaporte, ainda que suíço, mas falso, eles cometeram o crime de falsificação de documentos“, acrescentou o antigo inspetor.
O regresso forçado a território nacional é agora o cenário inevitável e deverá abranger os descendentes da antiga concorrente, caso estes residam consigo na Ásia. “A Daniela vai ser deportada, com ela e os filhos, se os filhos estiverem lá também. Se eles estiverem na Tailândia, serão os cinco, as quatro crianças e a mãe deportadas para Portugal, acompanhados pela polícia tailandesa, que em Lisboa os entregará às autoridades portuguesas“, concluiu Carlos Anjos.