António Sala chora a morte do pai de Carlos Paião: “Reencontram-se passados tantos anos”
António Sala anunciou a morte do pai de Carlos Paião com uma mensagem emotiva. O óbito ocorreu na terça-feira e reavivou a memória do acidente de 1988.
António Sala anunciou esta quarta-feira a morte do pai de Carlos Paião, que partilhava o mesmo nome do icónico cantor e compositor português.
O progenitor do artista faleceu na passada terça-feira, deixando de luto a viúva, Ofélia, e a restante família.
Através das redes sociais, o antigo radialista e amigo próximo da família prestou uma sentida homenagem, recordando a dor da perda prematura do músico e perspetivando o reencontro espiritual entre ambos: “Faleceu esta 3ª feira o meu bom Amigo Sr. Carlos Paião. O pai do nosso saudoso Carlos Paião. Os meus sentidos pêsames à viúva Srª D. Ofélia, e à sua família. Pai e filho, que tinham exactamente o mesmo nome, reencontram-se agora, passados tantos anos após o trágico acidente que lhe tinha roubado o seu único filho. Será um reencontro, nesse horizonte que se situa na fronteira, para nós ainda invisível, que é o depois da morte. Querido Amigo, que descanse em paz junto do seu querido filho. Que a beleza das músicas do Carlos Paião vos envolva no abraço de amor, que tão brutalmente tinha sido interrompido, há já tantos anos. Todo o meu respeito Sr. Paião. Toda a minha saudade querido Carlos. Vosso amigo de sempre, António Sala”
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A partida do pai de Carlos Paião reaviva a memória de um dos maiores talentos da música portuguesa da década de 80.
O músico marcou uma geração com composições inovadoras, letras irreverentes e sucessos intemporais como Playback, tema com o qual venceu o Festival RTP da Canção em 1981, Pó de Arroz, Cinderela e Vinho do Porto.
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A sua genialidade estendeu-se também à escrita para outros artistas, como Amália Rodrigues ou Cândida Branca Flor, compondo centenas de canções num curto espaço de tempo e revolucionando a música ligeira nacional.
A carreira meteórica e a vida de Carlos Paião foram brutalmente interrompidas a 26 de agosto de 1988. O músico tinha apenas 30 anos quando foi vítima de um trágico acidente de viação na (antiga) Estrada Nacional 1, na zona de Rio Maior, enquanto se deslocava para um espetáculo em Penalva do Castelo. O embate violento vitimou o artista e deixou o país em choque, marcando de forma indelével a vida dos pais, que perderam o seu único filho.
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