O ex-futebolista Pepe é um dos principais rostos lesados pela rede de empresários envolvida na Operação Cinderela.
O antigo internacional português e ex-capitão do FC Porto foi vítima de um calote de 320 mil euros por parte de um industrial do calçado de quem era amigo, e que foi recentemente detido pela Polícia Judiciária do Porto no âmbito de um vasto esquema de falências fraudulentas.
De acordo com o Jornal de Notícias, Pepe emprestou a referida quantia ao empresário, que se aproveitou da relação de confiança entre ambos para alegar que estava a atravessar graves dificuldades financeiras. Como forma de garantia deste acordo, o antigo jogador ficou com uma hipoteca sobre uma vivenda de luxo localizada em Oliveira de Azeméis.
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O pagamento do valor em dívida deveria ter sido liquidado até maio de 2025, mas Pepe nunca chegou a reaver o dinheiro emprestado. As autoridades suspeitam agora que a moradia, que atualmente até já se encontra registada em nome de um novo proprietário, faz parte de um esquema complexo de ocultação de património utilizado pela rede criminosa para enganar os credores.
Face aos contornos da fraude, o ex-futebolista vai ser chamado a depor pelas autoridades responsáveis pelo processo.
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A investigação indica que a rede liderada pelo advogado Paulo Topa utilizava mecanismos de insolvência para lucrar milhões de euros, forjando créditos e documentos e recorrendo a testas-de-ferro. A Polícia Judiciária explicou o método de atuação do grupo criminoso: “além de permitirem a apropriação imediata de bens móveis ou imóveis, asseguravam a aprovação dos planos de recuperação, para que os devedores pudessem tirar proveito dos seus efeitos, suspendendo a ação dos reais credores e dissipando o património existente”.
Esta semana, a operação culminou na detenção de dez pessoas, lista que inclui um advogado, três administradores judiciais e seis empresários. Paulo Topa, apontado como o cabecilha do esquema, não foi alvo de mandado de detenção nesta fase apenas por já se encontrar a cumprir a medida de coação de prisão preventiva desde o passado mês de dezembro.