Casados à Primeira VistaSIC

Infância de horror: Verónica Eusébio recorda violência doméstica e pobreza extrema

Verónica conta como expulsou o pai de casa aos 12 anos para salvar a mãe

Por trás do sorriso vibrante que exibe em “Casados à Primeira Vista”, a instrutora de condução esconde cicatrizes de uma vida marcada pela fome, agressões e uma maturidade forçada pela sobrevivência.

Conhecida pela sua energia contagiante na atual temporada de “Casados à Primeira Vista”, Verónica Eusébio surpreendeu o público ao revelar, numa entrevista emotiva a Júlia Pinheiro, o cenário de pesadelo que viveu durante a infância. Longe do brilho das câmaras, a instrutora de condução enfrentou a pobreza absoluta, a violência doméstica e a rejeição emocional no seio familiar.

Verónica começou por confessar que a sua chegada ao mundo não foi celebrada pois, a mãe que acreditava estar doente e não grávida, via a gestação como uma ameaça à vida. “A única altura em que a minha mãe me dava carinho era no meu aniversário, em que me dava dois beijinhos e me dizia ‘parabéns, menina’“, recordou, descrevendo um ambiente de frieza afetiva onde o apoio só existia na casa dos avós.

A situação financeira e social da família era agravada pelo alcoolismo severo do pai, que gastava o ordenado em cafés e pagava bebidas a desconhecidos, enquanto em casa faltava o básico.

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Verónica relatou condições de vida precárias: viveu numa casa com apenas três divisões, sem casa de banho e sem água corrente “Tínhamos água num regador, que íamos buscar a um tanque público. Tomava banho uma vez por semana, aquecíamos a água no fogão. Havia fome“, revelou, lembrando também a marginalização que sofria na aldeia por ser filha da “família da porrada”.

A violência física era uma constante e Verónica, recorda-se de ser enviada para casa de vizinhos para fugir às agressões que o pai infligia à mãe. Contudo, aos 12 anos, a sua vida mudou quando tomou a decisão drástica de confrontar o progenito e numa tentativa desesperada de travar um esganamento, atirou uma garrafa ao pai e conseguiu expulsá-lo de casa.

A partir desse momento, Verónica assumiu o papel de cuidadora da própria mãe. “Tive de ser a adulta ali. Tive de dar apoio à minha mãe. Tinha de acordar às 23:50 para ir com ela ao trabalho e voltava para casa sozinha, para a proteger“, contou, explicando que o medo de novas agressões ou perseguições do pai a obrigou a crescer sem o direito a ser criança.

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Hoje, Verónica olha para o passado com a consciência de que a “Verónica triste” apenas procurava aceitação.

O seu testemunho serve agora como um exemplo de resiliência, mostrando que é possível construir uma personalidade vibrante mesmo após uma infância pautada pela carência e pelo medo.

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