Quinita do “Casados à Primeira Vista” recorda morte trágica do marido e o processo de negação
"Tive de parar o cérebro": O tratamento extremo que salvou Quinita do abismo
Numa conversa emotiva com Júlia Pinheiro, a participante de “Casados à Primeira Vista” abriu o coração sobre o acidente de mota que a deixou viúva com duas filhas menores e a profunda depressão que se seguiu.
Quinita, que os portugueses agora acompanham na experiência social da SIC, carrega consigo uma história de vida marcada por uma perda avassaladora. Há 23 anos, a sua realidade foi estilhaçada quando o marido, Zé, faleceu num acidente de mota, deixando-a com duas filhas, de 14 e 6 anos, e um vazio que quase a consumiu.
Em entrevista ao programa “Júlia”, Quinita recordou que a relação já atravessava momentos frágeis devido ao consumo de álcool por parte do marido, que descreveu como um “bon vivant” fascinado pela velocidade e, no dia do acidente, um despiste numa curva revelou-se fatal. Apesar de não apresentar fraturas externas graves, o embate num sinal provocou o corte da aorta, causando uma morte imediata por hemorragia.
A chegada ao hospital foi o início de um pesadelo e Quinita revelou que, inicialmente, entrou num estado de negação absoluta, acreditando que o marido estava apenas ferido e, ao receber a notícia do óbito pelas mãos das médicas, desmaiou de imediato – um padrão que se repetiria de forma alarmante nos dias seguintes.
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A noiva de Carlos contou que vivia num estado de alucinação, acreditando ouvir o marido a subir as escadas de casa.
Era a sua irmã, Bela, quem desempenhava o papel mais difícil: manter a irmã ligada à realidade. “A minha irmã deitava-se ao meu lado e eu dizia: ‘Mana, sai daqui. Ele está a subir as escadas…’. Ela dizia: ‘Mana, o Zé morreu’. Conforme ela me dizia isso, eu desmaiava“, relatou.
A recuperação só começou a desenhar-se quando um médico estrangeiro interveio, criticando a forma como Quinita estava a ser medicada apenas para dormir e, foi-lhe prescrito um tratamento rigoroso e perigoso, desenhado para “parar o cérebro” e permitir que o sistema nervoso estabilizasse. Durante esse período, Quinita permaneceu de cama, sem noção do tempo ou do mundo exterior.
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O ponto de viragem aconteceu perante a necessidade pois, quando a irmã, o seu grande pilar, precisou de retomar a sua vida profissional, Quinita sentiu o peso da responsabilidade materna. “Pensei que não podia levar a vida a chorar, porque as miúdas precisavam de mim. Já ficaram sem pai, não podem ficar sem mãe“, afirmou.
Hoje, décadas depois do maior trauma da sua vida, Quinita prova que é possível renascer das cinzas.
Foi precisamente a irmã Bela, a mesma que a amparou no luto, quem a inscreveu no programa da SIC, incentivando-a a dar uma nova oportunidade ao amor e à felicidade.
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