O antigo comentador da CMTV e da TVI recorreu às plataformas digitais para partilhar um episódio recente que o deixou revoltado e sem palavras.
Cândido Pereira recorreu às suas redes sociais para partilhar um episódio caricato e, ao mesmo tempo, revoltante que viveu recentemente onde, em tom de denúncia pública, começou por pedir o apoio dos seus seguidores perante um valor que considerou abusivo e completamente desajustado da realidade económica.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
“Malta, bom dia. Preciso da vossa ajuda porque fui assaltado à porta de casa. Fui. Um senhor deixou lá uma botija de gás e disse-me que era 39 euros. 39 euros“, começou por relatar, incrédulo com a fatura apresentada no momento da entrega. O choque aumentou quando tentou esclarecer o montante com o estafeta: “Eu disse_ ‘olha, desculpe, deve estar aqui a haver algo com…’ ‘Não, não, é 39. É 39.’ É que há pouco tempo era 34 e já era caro. Agora é 39“.
Leia também: Big Brother – Pedro Jorge volta à carga contra Francisco Monteiro: “Que inteligência inacreditável”
Para ilustrar o sentimento de impotência, estabeleceu uma comparação bem-humorada com as idas aos postos de combustível, lamentando ter sido surpreendido no próprio domicílio: “Portanto, eu fui… Foi o mesmo tipo de assalto quando vou à bomba de gasolina. Mas eu quando vou à bomba de gasolina, eu vou lá para ser assaltado. Eu sei ao que vou. Agora, eu chamo um indivíduo para me deixar uma botija de gás à porta de casa e ele assalta-me à porta de casa, é um bocadinho chato“.
A indignação ganhou outra dimensão quando decidiu averiguar quanto custa o mesmo produto no país vizinho, confrontando a diferença astronómica de valores entre os dois lados da fronteira: “Fiz uma pesquisa e aqui ao lado, aqui ao lado, a mesma botija da mesma marca, da mesma cor, mesmo tamanho, peso, tudo igual, é 14 euros. Eu vou repetir, aqui em Portugal, até vou dizer em inglês que é para vocês perceberem, é 39 euros. Em Espanha, acho que é fourteen que se diz“.
Leia também: Emissão off no «Big Brother» abre espaço para ameaças e muito mais? Veja tudo o que foi dito.
Perante o peso desta despesa no orçamento, Cândido Pereira recorreu ao sarcasmo para ilustrar as escolhas difíceis a que se sente obrigado a tomar no dia a dia: “Eu chego aqui à conclusão e preciso da vossa ajuda, que é: das duas, uma. Ou tomo banho ou como. É que as duas coisas não dá, não dá. E eu estou mais inclinado para deixar de tomar banho ou reduzir o banho, porque se eu não tomar banho, eu não morro, não é? Se eu deixar de cozinhar e alimentar-me, aí morro. E portanto eu estou mais inclinado para isto. Deem-me a vossa opinião e o que é que acham acerca disto“.
A fechar o vídeo, rematou com uma nota cómica sobre as prioridades dos portugueses em tempos de aperto: “Contudo, o que me tranquiliza é que desde que dê para raspadinha, para mim, olha, para mim está tudo bem. Pronto, enquanto isto vai dando, a gente empurra. Ia dizer empurro com a barriga, mas já não tenho tanta como tinha. Portanto, empurro. Pronto, vamos empurrando. É isso. Olha, o importante é ter saúde, não é? É, é“.