“Cheguei a ir buscar cocaína com a minha filha no carro”: A confissão arrepiante de Tiago Grila
"A maior cruz que carrego": O choque do relato de Tiago Grila sobre compras a traficantes com a filha menor
O influenciador digital abriu o coração no podcast de Tiago Paiva para descrever o calvário da adição a estupefacientes e ao jogo.
Tiago Grila marcou presença no podcast «Desvaneios», conduzido por Tiago Paiva, onde abordou sem rodeios o momento crítico que atravessa. Ao longo da partilha, o criador de conteúdos do TikTok expôs a dependência severa de substâncias ilícitas e o descontrolo nos jogos de fortuna ou azar, problemas que ditaram uma derrocada pessoal nos últimos tempos.
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A conversa ganhou um tom dramático quando o influenciador admitiu que os consumos atingiram níveis descontrolados, resultando inclusive numa manobra médica de reanimação ocorrida poucos dias antes da gravação.
Ao detalhar o estado psicológico que o levou a esse extremo, explicou que a droga funcionava como uma fuga emocional após o término de um relacionamento amoroso. “Eu já não cheirava para desfrutar. Eu não sei o que isso é. Eu cheirava para tapar um vazio. E falamos disto há 8 dias atrás, desde a reanimação. Eu cheirava para ficar… assim“, descreveu perante o anfitrião.
O criador de conteúdos insistiu que a vulnerabilidade emocional foi o grande motor das constantes recaídas, recusando a imagem de segurança que tenta transparecer publicamente.
A incapacidade de lidar com a rejeição afetiva acabou por empurrá-lo novamente para o consumo em doses perigosas: “Se eu fosse tão seguro, eu não tinha recaídas atrás de recaídas, eu não tinha que tapar vazios porque uma rapariga me fez sofrer“.
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O momento de maior impacto surgiu quando Tiago Grila recuperou a memória mais dolorosa da sua dependência ativa, reportada à altura em que morava no Montijo. O influenciador admitiu que o vício ultrapassou ‘todos’ os limites morais ao ponto de colocar a filha pequena em perigo indireto, transportando-a consigo para adquirir produto ilícito.
“A maior cruz que eu carrego foi no Montijo (…) eu tenho que ir buscar cocaína e a menina (…) para me agradar na boa fé foi comigo e tu olhares tu a saíres do carro sabes o que isso dói sabes o que isso me destrói por dentro tu veres uma criança a dormir e eu ir a casa de um traficante enquanto ela fica ali tu já viste o desumano que isso tu já viste isto é de mim para mim“, revelou.
A par dos estupefacientes, a adição manifestou-se com igual violência nas salas de jogo pois, a perda de controlo financeiro e impulsivo obrigou-o a recorrer a mecanismos legais para impedir a sua própria entrada em espaços de jogo no país. “Eu sou adito. Eu estou autoproibido de entrar em qualquer casino. (…) Eu tive que fazer uma autoproibição de 5 anos renovável. Porque eu sou adito“, vincou, mostrando o receio de reincidir caso não mantenha barreiras rígidas.
O desabafo surge na sequência de um episódio recente que gerou alarme social e mediático onde, o criador de conteúdos esteve no centro das atenções após ter sido encontrado inanimado no chão de um quarto de hotel, num cenário que gerou rumores sobre overdose e que motivou a intervenção imediata dos serviços de socorro e o seu consequente transporte de urgência para o hospital.