Cláudio Ramos abre o coração sobre a tristeza: “Já estive em lugares escuros e feios”
Na conversa, falou ainda da fé como âncora, do cor de rosa como afirmação de identidade livre e da troça que viveu no Levanta te e Ri, experiência que transformou em combustível para seguir mais forte.
Numa conversa intimista com Catarina Marques Rodrigues na Antena 3, Cláudio Ramos despiu a capa de apresentador enérgico das manhãs para revelar um lado mais vulnerável.
O comunicador da TVI, assumiu que recorre à terapia há muito tempo e que já visitou “lugares escuros” da sua mente, “Não gosto de voltar aos lugares escuros e aos lugares feios. Acho que todos nós temos fases em que é bom ir à cave… Eu sou Escorpião, tu tens que ir lá abaixo e ficares lá em baixo um tempo. Mas não podes permitir que fiques muito tempo”, explicou.
Questionado sobre o que o leva a esses estados, Cláudio foi direto, “Escolhas que tu fazes, trabalhos que te frustram, amigos que te dececionam, relações que não correm bem… Expectativas que tu colocas nas pessoas e, porque és muito sensível, chegas à conclusão que aquilo não é”.
Ao contrário da corrente do “pensamento positivo” constante, o apresentador da TVI defende que a tristeza deve ser vivida plenamente, “Eu aprendi sempre que, se te leva para esse lugar, tens que viver esse lugar. Vale mais vivê-la profundamente durante dois dias, do que estares a fingir que não está a acontecer”, defendeu, criticando a felicidade constante, “Aquelas pessoas que estão sempre alegres, a que horas for, não são verdade”.
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