Cláudio Ramos recorda diretor que o tentou afastar dos ecrãs: “Disseram-me na cara que não era possível”
A estrela da TVI, fala da ambição, a transição de comentador para apresentador e a história do diretor que lhe disse que ele só servia para bastidores.
Durante a conversa no podcast Bate Pé, Mafalda Castro elogiou o percurso inédito de Cláudio Ramos, destacando-o como o único profissional em Portugal que conseguiu transitar do comentário social para apresentador de primeira linha.
Um caminho que, segundo o próprio, foi feito contra todas as probabilidades e opiniões de chefias, “Na cara disseram-me que não era possível”, revelou Cláudio Ramos, partilhando um episódio marcante do início da sua carreira com um diretor de programas.
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“Chamou-me ao gabinete e disse: ‘Você é muito bom, é muito despachado, é muito expansivo, mas atenção, você é ótimo para trabalhar nos bastidores. Você tem muitas ideias, mas vamos aproveitá-las. Ponha-me isso tudo no papel’”, recordou.
O apresentador da TVI confessou o impacto devastador dessas palavras, “Tu sais do gabinete do homem e pensas: ‘E agora?’. Eu tive três meses a trabalhar no papel. Três meses a escrever para os outros.”
Para chegar onde está hoje, Cláudio admite que teve de abdicar da juventude e focar-se obsessivamente na carreira, “Se não tivesse feito isto, eu não estava aqui. Eu tinha que fazer, eu tinha que exagerar. Aquela frase de ‘os amigos iam jogar à bola ou para a discoteca e tu não ias’… eu abdiquei muito”, reconheceu.
Hoje, a poucos anos da reforma planeada, Cláudio Ramos olha para trás com a certeza de que a insistência valeu a pena, provando errado quem o quis limitar aos bastidores.