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“É um bocado secante”: Ana Guiomar conta experiência menos positiva a dobrar o filme «Paddington» com Nicole Kidman

Ana Guiomar expõe a "fome" da televisão e arrasa dobragens "chatas"

Apesar de reconhecer o prestígio dos palcos e do cinema, a estrela da ficção nacional confessou não ter qualquer preconceito e assumiu a sua total dependência da adrenalina e do espírito de equipa da televisão.

A carreira fulgurante de Ana Guiomar, iniciada quando tinha apenas 14 anos, foi um dos pontos altos da conversa no podcast «Não Sei Ser». Conhecida pelo grande público desde muito cedo, a atriz revelou a Joana Gama que o seu percurso na representação não contou com a tradicional e longa passagem por uma escola de teatro conceituada, tendo sido moldado com muito sacrifício pessoal e dedicação prática nos palcos e nos estúdios.

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“Eu fiz um curso pequenino, nas Caldas da Rainha, que acabava de trabalhar e conseguia ir para lá de comboio, porque eu vivia em Torres Vedras (…) E depois fiz pequenas formações“, começou por explicar a atriz.

O talento e a resiliência compensaram as lacunas teóricas iniciais. “Tive a felicidade de fazer projetos incríveis, alguns muito longos, outros mais curtos, mas mesmo muita, muita sorte. E depois tive muita sorte de começar a fazer teatro muito nova, onde me ensinaram muito, onde nunca desistiram de mim, onde me valorizaram“, reconheceu com gratidão.

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A versatilidade permitiu-lhe transitar do teatro para o grande ecrã e para o mundo das dobragens, uma área onde nem tudo é feito de magia e diversão.

Embora elogie projetos de animação icónicos como os «Minions» e a «Idade do Gelo», Ana Guiomar confessou que a experiência no filme «Paddington» ficou aquém das expectativas. “Eu era a voz da Nicole Kidman. Estava toda a gente a divertir-se imenso com o ursinho, depois, de repente, eu era só a voz de uma pessoa que, por acaso, até era má. Não é tão divertido como, de repente, estares a curtir com um boneco (…) É um bocado secante“, desabafou.

Ao comparar as diferentes plataformas de representação, Ana Guiomar deitou por terra a ideia de que o teatro é superior à televisão e assumiu-se como uma verdadeira defensora das novelas e séries. “Eu gosto de televisão. Eu gosto até da forma rápida de televisão. Eu cresci em televisão e eu viciei-me naquilo e sinto falta“, sublinhou.

A artista da TVI destacou ainda o ambiente familiar que se cria nos estúdios. “Na televisão tens a energia de uma equipa, que tu respeitas e percebes que o projeto não é só teu (…) E é muito fixe porque, de repente, estás ali seis, sete, oito, nove meses. E aquilo é mesmo uma família“, concluiu.

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