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Guerra das Manhãs: TVI e SIC separadas por apenas 3 mil espectadores

O programa "Dois às 10" garantiu a liderança do horário matutino com 16,3% de share, batendo tangencialmente o "Casa Feliz" da SIC, enquanto a "Praça da Alegria" da RTP1 manteve uma prestação sólida acima dos 13% de quota de mercado.

A disputa pelo consumo televisivo no horário nobre da manhã continua a registar um nível de competitividade invulgar na televisão aberta em Portugal.

Os dados oficiais de audiência da MediaMonitor e da CAEM, aferidos para o universo de cerca de 9,9 milhões de telespectadores, revelam um duelo taco a taco entre os canais privados, com a estação pública a assegurar uma posição de resistência no terceiro lugar.

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O formato “Dois às 10”, transmitido pela TVI entre as 09h52 e as 12h18, conquistou o topo das preferências do público ao registar uma audiência média de 2,6% e uma quota de mercado de 16,3%. Ao longo dos seus 146 minutos de emissão, o talk-show da estação de Queluz de Baixo prendeu a atenção de uma média de 257,2 mil telespectadores, garantindo uma ligeira vantagem que se revelou decisiva na contabilidade do dia.

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A escassa distância ficou o “Casa Feliz”, a aposta da SIC para as manhãs conduzida a partir de Paço de Arcos. Emitido entre as 09h45 e as 12h22, o programa igualou a audiência média do concorrente direto, marcando 2,6% de rating, mas fixou-se nos 16,1% de share.

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Com um total médio de 254,3 mil espectadores durante os seus 157 minutos no ar, a margem de separação entre o primeiro e o segundo lugar cifrou-se em apenas 2,9 mil telespectadores, demonstrando a elevada volatilidade das escolhas do público no período que precede o meio-dia.

Por seu turno, a “Praça da Alegria”, transmitida a partir do centro de produção do Porto da RTP1, manteve o seu perfil de fidelização junto do público. No ar entre as 09h59 e as 12h33, o histórico espaço matutino da estação pública alcançou uma audiência média de 2,1% e uma quota de mercado de 13,1%, reunindo uma média de 209,9 mil telespectadores ao longo de 154 minutos de emissão.

A prestação do canal público evidencia a solidez do formato perante a agressividade comercial das privadas, estabelecendo um patamar de estabilidade que serve de alavanca para o bloco informativo do “Jornal da Tarde”.

A proximidade dos valores obtidos pelos dois operadores privados confirma que a fidelização nas manhãs se joga ao pormenor, onde variações mínimas nos blocos publicitários ou no alinhamento dos conteúdos podem alterar a liderança do horário. A margem estreita verificada reforça o valor estratégico da faixa matutina como porta de entrada para a fidelização de audiências na transição para os jornais centrais do meio-dia.

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