
Tiago Ginga esteve esta quinta-feira, 29 de outubro, no programa ‘Dois às 10’, onde desfez as notícias recentes que sugeriam que tinha ganho a lotaria.
Em conversa com Cristina Ferreira, o antigo concorrente de reality shows esclareceu a sua real situação económica e garantiu que o conforto em que vive resulta de trabalho e planeamento, e não de qualquer jogo de fortuna e azar.
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Cristina Ferreira confrontou o convidado com o tema: “saiu na imprensa que tinhas ganho a lotaria (…) no fundo e que tu estavas com uma vida incrível”. Tiago reagiu de pronto: “E acreditas que eu não jogo?”. Em seguida, explicou o mal-entendido: “Eu não disse isso. Eu sei, eu não disse. Eu disse que estou bem, estou estável”.
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Sem esconder a tranquilidade com que gere o dia a dia, o empresário detalhou o seu momento: “a lotaria, quem me dera. Não estava aqui, estava no Dubai. (…) Eu disse uma vida confortável, conseguiste alcançar isso. Estou estável financeiramente. Não quer dizer cada um tem as suas posses, não é? Eu, graças a Deus, se quiser, não preciso de trabalhar para mais ninguém. Estou bem financeiramente, a minha vida pessoal está ótima, por isso esta da lotaria eu também não percebi. Mas pronto, quem me dera, mas eu não jogo”.
Tiago fez ainda questão de rebater quem confunde sucesso com arrogância: “as pessoas infelizmente confundem ambição com falta de humildade, porque eu sou uma pessoa ambiciosa e quero ter sempre mais, e as pessoas acham que isso, quando uma pessoa começa a ganhar certas coisas, que as pessoas se tornam desumildes. Não é verdade. Eu sou uma pessoa super humilde, mas sou bastante ambicioso e quero ser sempre o melhor”.
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A conversa encaminhou-se depois para a herança deixada pelo pai, que passou largos anos a trabalhar longe de Portugal. “Foi um pai que esteve ausente, mas também nunca me faltou com nada”, recordou o convidado, elogiando também o papel constante da mãe.
Sobre os bens herdados, Tiago confirmou que o progenitor procurou garantir-lhe sossego: “Ele dizia-me isso, ele dizia-me isso. Também não foi só isso, eu também conquistei e guardei, soube guardar muito bem as coisas. Guardei bem as minhas coisas, tenho a minha vida estável, mas o meu pai sim, ele dizia-me isso: não vais precisar de mais nada. E não me deixou assim, eu não vou falar em números, não há necessidade disso”. E acrescentou: “graças a Deus estou bem financeiramente”.
O momento mais duro surgiu ao evocar a morte do pai, vítima de cancro. O adeus acabou por nunca acontecer: “Dói, porque eu ia viajar no dia 15 de fevereiro e ele faleceu no dia 15 de fevereiro”. O convidado contou que o pai ocultou o problema de saúde até ao fim: “Ele próprio já estava com este cancro há muito tempo e não me dizia. (…) Ele não era muito de se queixar. E é estranho porque eu depois isto é o destino, eu não sei, porque no dia que eu tenho a viagem marcada, o meu pai faleceu”.
Apesar do desfecho trágico, Tiago guarda as certezas que tinham um do outro: “Ele sempre disse que tinha muito orgulho em mim. O que ficou por dizer, eu acho que às vezes não é preciso palavras para transmitirmos à pessoa aquilo que sentimos verdadeiramente”.
A maturidade atual contrasta com os primeiros anos de exposição pública, fase em que assume ter errado: “Era um miúdo muito imaturo também (…). Era super imaturo, mas nunca fui má pessoa, isso eu nunca fui”.
Essa mudança refletiu-se diretamente na ligação a Bernardina Brito, com quem tem um filho. Depois de anos marcados por desentendimentos, a relação deu uma volta definitiva: “Às vezes nem a queria ver, mas hoje em dia, graças a Deus, damo-nos bem. Consegui recuperar o meu menino outra vez, entre aspas recuperar, e sou amigo dela e fazemos os dois o melhor para o menino. E a Bernardina sempre foi uma excelente mãe, isso é uma realidade. Eu tenho que admitir, eu não sou falso, eu digo as coisas porque sinto as coisas”.
Questionado sobre os sentimentos que existiram no passado, Tiago foi claro: “Gostei muito da Bernardina, sim. Não foi a mulher da minha vida, porque a mulher da minha vida ainda há de vir”. E concluiu sobre a dinâmica atual: “como amigos entendemo-nos muito bem. A gente fala sobre as coisas, já se percebe no olhar. E eu só lhe desejo o melhor. Para mim, ela que faça o que quiser à vida dela, esteja com a pessoa que quiser, faça o que quer, desde que ela trate bem o meu filho, que sempre tratou e fez tudo por ele, para mim está tudo bem”.