Afirmando-se eternamente esquecido pelas “playlists” das grandes rádios, o cantor recordou as peripécias que teve de contornar para chegar aos ouvidos do público.
A histórica relação conflituosa entre a música popular portuguesa e as principais rádios nacionais mereceu duras críticas por parte de Toy na sua mais recente entrevista ao podcast «Cala-te Boca», da Mega Hits. O artista aproveitou a emissão desta quinta-feira dia 29 de Outubro, para expor o que considera ser uma atitude hipócrita por parte das estações, usando o recente falecimento de Marco Paulo como o principal exemplo dessa duplicidade de critérios.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Leia também: A polémica da CPCJ no «BB All Stars» Ana é aconselhada a agir judicialmente e Márcia Soares aprova!
Ao abordar a falta de espaço para o seu estilo musical nas grelhas de programação, Toy demonstrou a sua total indignação com a postura adotada por uma estação pública. “É inacreditável. Por exemplo, ouvi a Antena 1 passar Marco Paulo depois de ele ter morrido. Isto é inacreditável (…) Nunca passaram a música do Marco Paulo, agora estão a passar. Porquê? Porque morreu“, acusou o cantor, sublinhando a hipocrisia de apenas se valorizar os artistas após o seu desaparecimento.
Com o seu habitual sentido de humor irónico, o intérprete antecipou o cenário para o final da sua própria vida. “Vejam quando eu morrer… Vão ter que esperar muito tempo, que eu sou eterno, para que passem a minha música“, atirou, antes de garantir que prefere o esquecimento em vida a uma homenagem póstuma forçada: “Aliás, eu até agradeço que não passem a minha música agora. Porque agora, em fim de vida, já não vale a pena“.
Leia também: Expulsão no «BB All Stars»? Cristina Ferreira quebra o silêncio e define o futuro de Helena Isabel
O bloqueio por parte das grandes estações não é novidade para Toy, que recordou as dificuldades sentidas no auge da sua carreira. No entanto, o artista revelou que chegou a ter a sua voz no ar graças a pequenos truques nos bastidores.
“Na altura em que a RFM não passava a minha música, tinha um locutor, que era o Luís Loureiro. O Luís passava uma coisa chamada Sixty Slows, que eram uns medleys de músicas dos anos 60, e ele não sabia que a voz era a minha“, confessou o cantor, recordando que, apesar dos obstáculos institucionais, conseguia fintar o sistema e chegar aos ouvintes.