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Céline Dion volta aos palcos e fatura 112 milhões

Artista arrecadou uma média de 7,8 milhões de dólares por espetáculo na capital francesa.

Céline Dion arrecadou 112 milhões de euros na sua primeira série de concertos em Paris.

A cantora, de 58 anos, encerrou no passado dia 17 de outubro uma sequência de 16 espetáculos esgotados na Plenitude Arena, no coração da capital francesa. Os números foram revelados pela Billboard Boxscore e confirmam um regresso em grande estilo: foram vendidos 540 mil bilhetes, o que representa uma média de sete milhões de euros faturados por cada noite no palco.

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Este ciclo de atuações marcou o reencontro da artista do Quebeque com os grandes palcos após um interregno de seis anos, motivado pelo diagnóstico de síndrome da pessoa rígida, recebido em 2022. Logo após a despedida da arena parisiense, a intérprete recorreu à sua conta de Instagram, onde reúne 12 milhões de seguidores, para assinalar a data: “Obrigada, Paris, por me receberes de novo. Guardarei estes momentos comigo durante muito tempo”.

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O regresso à capital francesa já tem nova etapa agendada para a primavera. A cantora tem previstos dez concertos entre os dias 8 e 29 de maio.

Os dados apurados pela Billboard atestam a dimensão histórica desta passagem por França. Com uma média de 33.700 espetadores por noite, o recinto registou o dobro da assistência média de qualquer outra residência artística de Céline Dion alguma vez monitorizada pelo sistema Boxscore. A procura foi tão avassaladora que cerca de 13% da população francesa, o equivalente a um em cada oito cidadãos, tentou adquirir ingresso para assistir ao espetáculo.

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Em termos de receitas brutas, a média fixou-se nos 7,8 milhões de dólares diários. O valor ultrapassa em mais de dez vezes o encaixe diário que a cantora obtinha nas suas temporadas em Las Vegas, nos anos de 2003 e 2019. Na altura, as apresentações decorreram no The Colosseum e no Caesars Palace, salas com lotações de 4.000 e 5.200 lugares que se tornaram as mais rentáveis da história daqueles espaços. A primeira residência gerou 385,1 milhões de dólares em 714 noites, enquanto a segunda somou 296,2 milhões ao longo de 427 espetáculos.

A noite de estreia em Paris, a 12 de setembro, ficou marcada pela emoção. Poucos segundos após o início da primeira canção, a cantora interrompeu a voz, visivelmente comovida com a ovação. Depois de cantar dois temas, comunicou com os fãs em francês e em inglês: “Há muitas pessoas aqui esta noite que vieram de todas as partes do mundo. Muitíssimo obrigada por assistirem”.

A cantora continuou a sua intervenção perante a plateia: “Se é a vossa primeira vez em Paris, espero que se apaixonem pela cidade, tal como me aconteceu a mim. Que maravilha estarmos todos juntos!”.

Antes de retomar o alinhamento musical, a canadiana vincou o compromisso que manteve durante os anos de afastamento: “Fiz uma promessa. Prometi regressar, voltar a subir a um palco. Por isso, aqui estou, a cantar para vocês e para mim, a cantar à vida!”.

O percurso até a este regresso foi marcado por cancelamentos sucessivos. Em 2020, a voz de ‘My Heart Will Go On’ atuou em Nova Jérsia, tendo suspendido o resto da digressão devido à pandemia. Mais tarde, viu-se forçada a anular as datas remarcadas e outros 40 concertos previstos para a Europa quando descobriu a síndrome da pessoa rígida. Trata-se de uma doença neurológica rara que causa espasmos musculares severos, uma realidade que a própria partilhou com o público no documentário de 2024, ‘Soy Céline Dion’. Em agosto, a artista contou à revista Harper’s Bazaar que se sente “bem”, graças a uma abordagem clínica que combina medicação, terapia física, reabilitação vocal e imunoterapia.

Com os registos alcançados na capital francesa, a intérprete superou o recorde recente dos U2 no The Sphere, em Las Vegas. A banda irlandesa tinha alcançado uma média de 6,1 milhões de dólares por espetáculo, tornando-se a residência mais rápida a gerar receita até à data. Apesar de o espaço parisiense ser um pavilhão coberto, a sua lotação acolhe dimensões equivalentes às de um estádio.

As contas globais da carreira de Céline Dion ganham agora uma nova dimensão. Desde a sua apresentação em dezembro de 1990 no Theatre St-Denis, em Montreal, a canadiana já faturou um total de 1.300 milhões de dólares e vendeu 9,8 milhões de bilhetes em 1.517 concertos. Mais de metade deste volume de vendas e receitas teve origem nas suas três residências artísticas.

A Billboard calcula que a segunda fase de espetáculos em Paris, no próximo ano, permita à cantora ultrapassar a barreira histórica dos dez milhões de bilhetes vendidos.

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