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Cristiano Ronaldo promete “dizer a verdade” após saída mas já existe um encontro marcado com Jorge Jesus

O selecionador nacional garantiu, antes do abandono de Ronaldo, que nunca nenhum jogador "muda as minhas ideias, nem ele nem ninguém".

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) prepara-se para intervir na contenda entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus.

Pedro Proença, presidente da FPF, assume um papel central na tentativa de aproximar o capitão e o selecionador nacional, depois da saída inesperada de Ronaldo do estágio da equipa das quinas.

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O plano de Proença passa por uma reunião com todas as partes envolvidas. Segundo o jornal Marca, o encontro deverá acontecer na semana de 5 de outubro de 2026, após o quarto jogo da equipa das quinas na fase de grupos da Liga das Nações.

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O objetivo é claro: juntar Cristiano Ronaldo e o selecionador nacional, desde que o jogador concorde. A FPF espera que “a relação volte a ser cordial e saudável”, evitando que “termine de forma tão abrupta e lamentável”. A expectativa é que a situação seja resolvida e o futuro do madeirense na Seleção Nacional seja definido.

Esta crise surge dois meses depois de Jorge Jesus ter assumido o comando técnico da Seleção, mas a relação entre os dois nem sempre foi tensa. Pelo contrário, Ronaldo foi decisivo para a chegada de Jesus ao Al Nassr, na Arábia Saudita.

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Em 14 de julho de 2025, Jesus regressou ao futebol saudita e contou que “sem o telefonema de Ronaldo ‘de certeza’ não estaria lá”. A missão era ambiciosa: “Ronaldo ainda não ganhou na Arábia Saudita. Vou ver se o ajudo”. O capitão respondeu nas redes: “Bem-vindo, Mister Jorge Jesus!”.

A promessa foi cumprida em 21 de maio de 2026, quando o Al Nassr conquistou o campeonato saudita, o primeiro título de Ronaldo no país. Jesus despediu-se, como prometera: “Vou-te ajudar a ser campeão e depois vou à minha vida”.

O reencontro deu-se em 10 de julho de 2026, com a apresentação de Jorge Jesus como novo selecionador. O técnico garantiu que Ronaldo “nunca vai ser um problema nem para mim”, mas fixou uma fronteira: o futuro da carreira era com o jogador, as decisões desportivas pertenciam ao treinador.

Na primeira convocatória, em 18 de setembro de 2026, Jesus avisou: “O Cris é um jogador como todos os outros, se tem rendimento joga, se não tem rendimento não joga.” E atirou sobre o estatuto do capitão: “Conta para as minhas decisões? Não conta nada, zero”.

A 23 de setembro de 2026, na conferência ‘Portugal Football Summit’, a harmonia parecia restabelecida. Sentados lado a lado, Ronaldo elogiou a “escolha perfeita”, admitiu ter ponderado deixar a Seleção após o Mundial e aceitou a hierarquia. Deixou uma frase que, dias depois, ganharia outro peso: “Quando não quiserem contar comigo sou o primeiro a agarrar na mala e vou embora”.

Os quatro dias que se seguiram foram o princípio do fim. Em 24 de setembro de 2026, Portugal venceu o País de Gales por 1-0 em Alvalade. Ronaldo foi titular, mas saiu a cerca de 25 minutos do fim para a entrada de Gonçalo Ramos. Nas redes sociais, a mensagem parecia de harmonia: “Vamos, Portugal!”.

Três dias depois, em 27 de setembro de 2026, em Oslo, Ronaldo começou no banco pela primeira vez num jogo oficial desde junho de 2008. Aqueceu durante cerca de meia hora na segunda parte e não entrou na vitória por 2-1 sobre a Noruega. No apito final, atirou a toalha ao chão e recolheu aos balneários sem acompanhar os colegas no agradecimento aos adeptos. Jesus, que disse não ter visto o gesto, prometeu: “Tenho de falar com ele, como é óbvio”.

A 28 de setembro de 2026, no primeiro treino em Malmo, Ronaldo integrou o grupo e surgiu sorridente. O caso parecia encerrado.

Mas a recaída chegou em 29 de setembro de 2026. Ronaldo pisou o relvado do Eleda Stadion, falou brevemente com Jesus e não treinou, regressando ao hotel numa carrinha. A FPF justificou a ausência com a falta de “equipamento específico” no ginásio do estádio. O jogador alimentava as notícias de tensão com uma foto enigmática e a legenda “PT ❤️”. Pedro Proença cancelou uma viagem aos Açores e voou para Copenhaga para uma reunião com os dois intervenientes. Ao final do dia, uma segunda conversa no hotel aparentava sanar o diferendo.

A 30 de setembro de 2026, antes do último treino para o encontro com a Dinamarca, Jesus tentou encerrar o tema: “Isto parece que há aqui um caso entre mim e ele, quando não há caso nenhum, pá.” Revelou ter combinado com Ronaldo que não jogaria nem na Noruega nem na Dinamarca, admitiu o erro de o ter mandado aquecer “mais tempo do que devia” e confirmou Gonçalo Ramos como titular. E reafirmou a sua autoridade: “Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele nem ninguém. Nem nenhum presidente”.

A garantia do treinador de que Ronaldo participaria na sessão durou minutos. O capitão abandonou o estádio Parken numa carrinha da FPF enquanto os colegas já estavam no relvado, e um jato privado descolou de Madrid rumo a Copenhaga para o buscar.

Horas depois, no Instagram, Ronaldo confirmou a decisão, tomada “após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional” e na sequência de uma conversa com o presidente da FPF. E prometeu: “Tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional. A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída”.

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