David Motta ‘rasga’ Catarina Miranda na SIC e questiona o ‘sucesso’: «Passa por esta brejeirice
David Motta recorda polémicas de Catarina Miranda na televisão: "Foi malcriada, mandaram-na embora"
O debate de análise colocou em causa se os erros linguísticos e a postura popular da ribatejana são o motor das suas audiências.
O mediatismo em torno de Catarina Miranda voltou a ser colocado em causa pelas opiniões do painel do «Passadeira Vermelha», na SIC Caras pois, à margem das críticas de Manuel Luís Goucha à prestação linguística da jovem de Almeirim, os comentadores analisaram o historial da comentadora da CMTV nos ecrãs e a forma como esta gere a sua presença pública.
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David Motta relembrou o percurso instável da jovem na televisão, associando o seu regresso ao canal da Cofina a uma postura puramente comercial. “Ter um espaço televisivo, ainda que a CMTV tenha, digamos assim, os padrões que tem, que talvez não sejam tanto pela cultura ou pelo nível gramatical do comentador, mas mais pela popularidade ou pelo nível de audiências, e está tudo bem porque é um negócio“, contextualizou o comentador, recordando de seguida episódios anteriores da ribatejana: “Ela já lá tinha estado, correu mal, não é? Foi malcriada, mandaram-na embora, depois esteve em dois reality shows da TVI“.
O comentador questionou ainda o colega de painel se o mediatismo da jovem não estará ligado à sua postura mais informal: “Não achas que o sucesso dela também passa por esta brejeirice, por assim dizer? Se ela de repente se tornar uma pessoa muito erudita, muito elegante nas coisas que já sabe, o povo não se identifica com ela“.
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Joana Latino discordou da premissa das audiências, questionando a eficácia do mediatismo de Catarina Miranda em canal aberto ou fechado, associando o seu retorno ao programa das manhãs a uma forte insistência pessoal ou a “algum favor” enquanto, Sara Norte interveio para frisar que a contratação pelo canal é um indicador de interesse comercial, mas sugeriu uma evolução técnica por parte de quem comunica para o público.
Sara Norte assumiu também as suas próprias falhas, desmistificando a ideia de que os erros decorrem da falta de percurso académico. “Eu também digo alguns erros, não porque me faltam estudos, não, infelizmente não me faltam, às vezes é uma questão mesmo de treinar“, explicou Sara Norte, reiterando que “apresentadores que começaram e que vêm de outros meios […] depois fazem-se e crescem, nós não estamos acabados, nós vamos sempre evoluindo“.
O encerramento do debate ficou marcado pela nota de que os rostos com visibilidade devem procurar ferramentas para dignificar a comunicação.
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