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Fernando Rodrigues teve 14 profissões antes do teatro. Fez o Papamóvel e trabalhou no CERN

O "homem dos sete ofícios" abriu o livro da sua vida. Entre memórias de roubar figos na infância e festas no sótão, o ator contou como procurou incansavelmente algo que o entusiasmasse, passando por áreas tão distintas como a segurança, a informática e a metalomecânica.

O ator Fernando Rodrigues foi o convidado especial do programa “Bom Dia Alegria” desta segunda-feira, no V+ TVI, onde partilhou com o apresentador Zé Lopes a sua incrível trajetória de vida, marcada por uma busca incessante pela realização profissional que só chegou verdadeiramente na quarta década de vida.

Conhecido hoje como um rosto familiar da ficção nacional, Fernando Rodrigues revelou-se um verdadeiro “homem dos sete ofícios”, desfiando um currículo impressionante com cerca de 14 empregos diferentes antes de se render às artes do palco: “Quando descobri realmente o teatro, já nos meus 40 e picos, aí sim, aí é que eu me encontrei de facto e aí é que eu senti que a vida me estava a retribuir qualquer coisa.”

A conversa viajou até à infância do ator, filho de um pai militar rígido e de uma mãe protetora, que recordou com saudade os tempos em que “roubava” fruta aos vizinhos sem maldade, numa época em que não havia cercas e a partilha era natural.

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“Tão depressa iríamos a uma figueira de um vizinho (…) como a uma romanzeira”, lembrou, evocando os sabores da memória que marcaram o seu crescimento. Na adolescência, Fernando admitiu que a sua cabeça “divergia para muitas direções”, uma inquietude que o acompanharia pela vida adulta e o levaria a experimentar as mais variadas áreas.

O percurso profissional de Fernando Rodrigues é digno de um guião de cinema e o ator começou na indústria da celulose, vendeu livros no Círculo de Leitores, foi militar, agente comercial de café e vigilante de segurança. A procura de melhores condições levou-o a imigrar para a Suíça durante seis anos, onde trabalhou na restauração, nos caminhos de ferro e na indústria do vidro, tendo participado num projeto histórico: “Foi um dos primeiros trabalhos que tive, foi o primeiro Papamóvel também.”

De regresso a Portugal, a versatilidade continuou a ser a sua imagem de marca, e Fernando Rodrigues geriu o bar “Iguarias” em Peniche, trabalhou na segurança durante a Expo 98 e a introdução do euro, estudou informática de redes e colaborou numa empresa de metalomecânica que produzia módulos para o acelerador de partículas do CERN, a famosa “partícula de Deus”.

Em todas estas funções, o ator confessa que o que o movia era “o desafio da coisa nova” e a componente criativa, que acabaria por o conduzir inevitavelmente ao mundo da representação, onde finalmente encontrou o seu lugar.

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