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O luto devastador de Soraia Carrega antes da 1ª Companhia da TVI: “Faleceu no dia em que recebi o convite”

A ex-recruta explicou que a sua vida estava "estagnada" e que procurava disciplina militar para mudar hábitos. Em lágrimas, recordou como a avó, que sofria de demência, sempre lhe pediu para entrar num reality show.

Soraia Carrega, a mais recente recruta a abandonar a “1.ª Companhia” na gala do passado sábado, marcou presença esta manhã, 19 de janeiro, no programa “Dois às 10” para a habitual entrevista de rescaldo.

Recebida por Cláudio Ramos, que elogiou o facto de a ver finalmente com o cabelo solto, algo impossível no quartel devido à “lama em todo o lado”, a ex-concorrente começou por fazer um balanço da privação vivida no programa.

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Surpreendentemente, Soraia garantiu que o isolamento digital não foi o mais difícil, apontando outra ausência como a mais dolorosa: “Não senti falta do telemóvel (…) Fez-me muita confusão não ouvir música. Por isso é que não nos calávamos.”

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A conversa rapidamente ganhou contornos mais profundos e emotivos quando a humorista explicou as verdadeiras razões que a levaram a aceitar o desafio. Soraia confessou que sentia a sua vida “estagnada” a nível pessoal e profissional e que via no formato militar uma oportunidade para ganhar a “disciplina” de que precisava há muito tempo.

No entanto, o ímpeto para entrar na casa deveu-se sobretudo a um ano pessoalmente devastador, marcado pela perda das duas figuras maternas da sua vida: “Foi um ano de luto. Perdi as minhas duas avós. (…) Perdi as melhores das minhas vidas.”

O relato tornou-se arrepiante quando Soraia partilhou a coincidência trágica que envolveu a morte da sua segunda avó, que sofria de demência e que sempre a incentivou a participar num reality show.

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A familiar acabou por partir precisamente no momento em que a oportunidade surgiu: “Faleceu no dia em que recebi o convite. (…) E ela dizia: ‘ó Soraia, pá, tu é que devias entrar numa coisa destas'”. Perante este “timing estranho”, a ex-recruta sentiu que não podia recusar, encarando a entrada no dia 1 de janeiro como um marco simbólico para um renascimento, embora admita agora que, lá dentro, o sofrimento acabou por se sobrepor à estratégia: “Não tinha intenção de ir fazer um luto. Aliás, eu queria levar o melhor de mim, só que houve coisas que acabaram por gritar um bocadinho mais alto.”

Apesar da saída prematura, Soraia Carrega mostrou-se esperançosa de que a participação no programa possa alavancar a sua carreira, sublinhando que analisou os riscos antes de entrar e que acredita que a experiência nunca a prejudicará.

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