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Joana Latino considera que Marta Gil “quer fazer passar que é uma santa” no caso ‘Uber da Droga’

"Sacudir a água do capote": Joana Latino critica atitude de Marta Gil perante o caso 'Uber da Droga'

A atriz reagiu às notícias que associam o seu nome ao processo judicial e garantiu que prestou apenas depoimento como testemunha.

O alegado envolvimento do nome de Marta Gil no processo conhecido como ‘Uber da Droga’ esteve em análise no programa «Passadeira Vermelha», transmitido esta terça-feira, 21 de julho, na SIC Caras. Conduzido por Liliana Campos, o formato contou com o painel de comentadoras composto por Sofia Jardim, Joana Latino e Carolina Ortigão para debater as mais recentes declarações da atriz, que voltou a rejeitar qualquer ligação a atos ilícitos.

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A polémica ganhou dimensão após o nome da artista ter surgido em escutas telefónicas da PSP no âmbito do desmantelamento de uma rede de tráfico liderada por Nuno Santos, processo onde também foram citados o ator José Carlos Pereira e o atleta Jorge Fonseca.

Em declarações à imprensa, Marta Gil procurou afastar-se do caso: “Não fui nem arguida, nem criminosa, nem acusada de rigorosamente nada. Eu não sou nem fui nenhuma criminosa. Acho que ninguém gosta, mas há que saber lidar com as coisas que nos acontecem na vida“.

Em estúdio, Sofia Jardim considerou que, apesar de a lei não acusar a atriz, a exposição mediática causa danos imediatos. “O julgamento que é feito socialmente e especialmente nas revistas (…) é logo como se a Marta fosse acusada. (…) Nunca é simpático um nome estar envolvido numa história destas. Para a imagem dela, sendo ela uma atriz, não abona nada a favor dela, independentemente de ser julgada ou não. A imagem dela vai ficar um bocadinho manchada com isto“, apontou.

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Carolina Ortigão corroborou a delicadeza do tema, sublinhando o impacto no meio artístico: “É sempre melindroso nestes processos que envolvem assuntos de droga. (…) Compreendo que ela queira vir a público esclarecer o mais possível (…) e demarcar-se de qualquer espécie de acusação“.

A leitura do desabafo da atriz por parte de Joana Latino foi mais severa. A jornalista questionou a tentativa de Marta Gil em passar uma imagem de total alheamento em relação ao contexto da investigação. “A Marta tem que ter alguma responsabilidade social e devia fazer os esclarecimentos também mais neste sentido. (…) A Marta o que nos está a querer dizer é que ela era uma consumidora, comprou, porque ela está nas escutas telefónicas e de mensagens“, afirmou.

Ao confrontar a posição da atriz com a de outros nomes citados, Joana Latino criticou o tom adotado pela artista para se defender publicamente. “Não percebo porque é que a Marta está aqui também a querer fazer passar uma coisa que nem o José Carlos Pereira fez, nem o Jorge Fonseca fez, que é tentar passar como ‘eu sou uma santa’ (…) Na minha opinião, ela quis sacudir a água do capote“, atirou.

Sofia Jardim interveio para ponderar que a intenção da atriz passava apenas por clarificar o seu estatuto legal perante os leitores, ao que Joana Latino rematou estabelecendo uma comparação com a postura adotada noutros mercados mediáticos.

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Nos Estados Unidos já se está uma data de passos à frente e quando há pessoas que são apanhadas neste tipo de coisas, numa escuta telefónica de um traficante, as pessoas dizem: ‘peço imensa desculpa se eu consumi isto ou aquilo, mas é só para mim próprio e não faço parte de nenhuma rede’. Em Portugal as pessoas ainda querem fazer passar que são a Nossa Senhora da Aparecida (…)“, concluiu.

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