A advogada Suzana Garcia e o inspetor-chefe da PJ Vítor Marques condenaram a conduta da instituição de Beja.
A edição desta terça-feira, 21 de julho, do programa «Dois às 10» trouxe para o centro do debate um caso que gerou perplexidade na crónica criminal. No Lar do Monte, em Beja, uma idosa de 96 anos foi deixada à porta da residência do filho por duas funcionárias da instituição, numa ação que motivou a intervenção imediata das autoridades.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Cláudio Ramos abriu o espaço de comentário relatando a gravidade do episódio. “Agora contamos-lhe a história de uma senhora que aos 96 anos, estava num lar, mas foi depositada como um saco de batatas à frente da porta da casa do filho. Foi isto que aconteceu. Parece mentira, mas foi verdade“, lamentou o apresentador.
Presente no local, a repórter Tânia Monteiro explicou o enquadramento do conflito entre o familiar, Alfredo Riscado, e a direção da instituição.
A tensão começou em maio, quando a idosa sofreu uma pneumonia que exigiu internamento hospitalar, levando o filho a preencher uma reclamação no livro de queixas por alegada falta de cuidados e, na sequência desse episódio, o lar tentou cessar a prestação do serviço, alegando que a utente e a família maltratavam os funcionários.
Leia também: Luís Osório surpreendido por ter servido de “cupido no Tinder”: «Jamais me passou pela cabeça»
As autoridades foram chamadas por terceiros ao local onde a idosa permanecia e determinaram a sua recondução imediata para o lar e, desde então, a família garante estar impedida de visitar a utente e denuncia a recusa do lar em administrar a medicação prescrita.
A advogada Suzana Garcia analisou a atuação da instituição sob o ponto de vista legal e reprovou o procedimento adotado. “A rescisão do contrato que existe tem que estar fundamentada e tem que ser feita por carta registada enviada ou para a própria ou para o responsável. (…) A polícia impôs-se e disse: não, minha senhora. Uma pessoa não é um saco de batatas para eu chegar perto de um sítio à força“, apontou.
A advogada condenou ainda a alegada recusa de medicamentos e a proibição de visitas: “O lar diz que aquela medicação não era necessária, pá, desculpem lá, vamos lá ver se cada um assume o seu papel. Se há uma prescrição médica e o médico diz que aquela prescrição é para ser dada, o lar come, cala e dá“.
O inspetor-chefe da Polícia Judiciária, Vítor Marques, apontou para uma retaliação da estrutura perante as exigências da família. “Há aqui uma espécie de vingança para alguém que é exigente. Nós todos devemos ser exigentes. (…) Dispultou tudo porque realmente o filho ao levá-la ao hospital mostrou que o lar não teve atenção à patologia que ela tinha. E podia ter morrido, naturalmente. Tudo isto me parece lamentável que esta instituição se comporte desta maneira perante a exigência de um filho“, criticou.
O crime macabro que choca os EUA: Cantor D4vd acusado de esfaquear e esquartejar jovem de 14 anos