Georgina Rodríguez indigna espanhóis com visita a monumento franquista: “Tem conotações negativas”
A ida de Georgina ao Vale dos Caídos gerou indignação em Espanha. O painel do V+ Fama analisou a controvérsia em torno do antigo mausoléu de Franco.
A recente ida de Georgina Rodríguez a uma missa no Vale dos Caídos, em Espanha, está a gerar uma enorme onda de indignação no país vizinho, um tema que esteve em grande destaque na emissão de hoje do V+ Fama.
A companheira de Cristiano Ronaldo partilhou nas redes sociais imagens da cerimónia na basílica escavada na rocha, um local com uma pesada carga histórica e política por ter sido o mausoléu do antigo ditador Francisco Franco, construído com o recurso a trabalhos forçados de presos políticos.
Adriano Silva Martins abriu o tema explicando as fortes críticas que a influenciadora está a receber de várias alas políticas espanholas: “Georgina Rodríguez poderá estar metida em mais uma alhada. Porquê? Porque ontem foi a uma missa. (…) O Vale dos Caídos foi um mausoléu construído durante a ditadura franquista. Aliás, foi construído por presos políticos da ditadura franquista. E foi o local escolhido por Franco para ser enterrado. (…) E ninguém em Espanha com relevância pública gosta de ir àquele local ou pelo menos publicar fotografias. (…) estes presos políticos que construíram tinham umas condições miseráveis. Muitos deles morreram de frio, quais eram as condições a construir esta basílica, este mausoléu.”
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Apesar do contexto sombrio, António Leal e Silva desvalorizou as críticas e defendeu o direito de Georgina de visitar o local pela sua imponência arquitetónica, sublinhando que a história não se pode apagar e criticando a decisão recente do Governo espanhol de exumar os restos mortais do ditador: “Bem, em primeiro lugar, convém esclarecer que este espaço, o ‘Vale dos Caídos’, é qualquer coisa que eu recomendo para as pessoas visitarem porque é maravilhoso. É lindíssimo, ponto. (…) Aquilo realmente foi construído por presos políticos, mas não é por serem políticos, foram os presos, ele achou que eles eram mais úteis a fazer aquilo do que estarem fechados na cela. (…) Eu acho interessante, não vejo nenhuma maldade nisso, não vejo nada de mal. Só, a parte disso, o Franco nem sequer lá está enterrado.”
Guilherme Castelo Branco focou a sua análise não apenas na vertente política espanhola, mas no conflito cultural gerado nas redes sociais, e apontou a ironia de Georgina enaltecer ativamente a fé católica enquanto reside num país islâmico: “E outra coisa, aquilo que também reparei, engraçada, embora em Espanha se esteja a falar efetivamente da questão política, quando se vai aos comentários das publicações, é incrível a guerra que isto cria. (…) Como eles estão na Arábia Saudita, 500 mil pessoas a publicarem a Arábia Saudita, a falar da UA… Ou seja, quase que parece que é uma dualidade em ela estar a sair de um país e estar a enaltecer o cristianismo…”
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Cláudia Jacques também tomou a palavra para defender as boas intenções da espanhola, acreditando que o único motivo da visita foi a beleza inegável do espaço e dos cânticos religiosos, sem que Georgina tenha sequer refletido sobre a carga política associada ao momento: “É natural que a Georgina, como espanhola, estando no país dela, queira ir a uma missa que é sabido, que é muito bonita, que tem cânticos muito bonitos, tem aquela cruz enorme que se vê a quilómetros de distância, é imponente. (…) Não pensou naquele outro lado que, entretanto, tem dado a esta polémica toda.”