João Baião abalado com AVC de Joaquim Monchique e Nuno Markl: “Cuidado, o trabalho não é tudo”
Em entrevista à Lux, Baião recorda o aviso de João de Carvalho e assume que, apesar da paixão pelo que faz, é urgente ter tempo "fora de tudo".

Ainda na mesma entrevista concedida à revista Lux, João Baião abriu o livro sobre um tema mais sensível: a sua saúde e a inevitável reflexão sobre o envelhecimento e o ritmo de trabalho.
O apresentador, conhecido pela sua energia inesgotável, não escondeu que os recentes problemas de saúde de colegas de profissão, nomeadamente os AVC sofridos por Joaquim Monchique e Nuno Markl, tiveram um impacto real na sua forma de encarar a vida.
Quando questionado se estas situações o abalaram, João Baião foi sincero: “Abalaram pelo facto de o Joaquim Monchique ser meu amigo desde a adolescência, temos uma relação muito sólida. Com o Nuno Markl não tenho uma relação de amizade, mas claro que me incomoda ver colegas e amigos sofrerem esses percalços. Obviamente que essa equação está sempre presente. Não é que eu seja hipocondríaco, mas penso sempre.”
O comunicador da SIC recordou ainda um aviso sério que recebeu de outro colega, João de Carvalho, que também enfrentou problemas de saúde semelhantes. Tudo isto tem preocupado a mente de João Baião: “E já desde há alguns meses, quando entrevistei o João de Carvalho, que também passou por um problema semelhante, em que me disse: ‘Cuidado, o trabalho não é tudo’. De facto, o trabalho não é tudo e tenho isso sempre presente, mas estes compromissos absorvem muito a minha meta. Compreendo que é importante termos tempo para nós, cuidarmos da nossa saúde, mas não deixo de ter sempre esse fantasma na minha cabeça.”
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Aos 62 anos, e apesar de continuar a entregar-se “de corpo e alma” a cada projeto, João Baião admite que o futuro terá de passar por uma desaceleração. A necessidade de encontrar um equilíbrio entre a paixão profissional e o bem-estar pessoal é agora uma prioridade assumida: “Obviamente que chega uma altura em que penso que devia ter mais tempo para mim, para estar com os meus animais, para ler mais, e se calhar é uma coisa que começarei a pensar daqui para a frente. Às vezes, não faz sentido ter uma intensidade de trabalho tão grande, mas não é que me incomode ou que sinta um peso. Mas até para a minha saúde pessoal acho que é importante termos os nossos momentos fora de tudo, dedicados a nós próprios, a fazermos aquilo que quisermos.”