Anos após os factos, o artista deu a cara na SIC Caras e explicou como áudios e mensagens ditaram a sua sentença.
João Baptista foi o convidado central do programa “Passadeira Vermelha” desta quinta-feira, 9 de abril e em conversa com Liliana Campos e os restantes comentadores, o ator abordou de forma aberta um dos temas mais polémicos da sua vida pública: a condenação por violência doméstica, ocorrida em junho de 2023, relativa a factos que remontam a quase uma década.
Para João Baptista, a distância permitiu-lhe identificar padrões que desconhecia na altura “O que eu quero que fique claro é que eu estava numa relação tóxica, não sabia… Hoje em dia sei o que era. E lá para casa, sempre que sentirem toxicidade fujam, não tenham medo do desapego!”, apelou, sublinhando que a sua reação explosiva foi usada contra si.
O artista explicou que a condenação se baseou em registos de áudio e mensagens, sugerindo que houve uma estratégia da ex-companheira para o incriminar “Se a pessoa do outro lado está a beliscar-me com o telefone no REC [a gravar], há aqui uma intenção realmente de me condenar. Eu sou educado, mas se me estiverem a beliscar eu vou dizer asneiras, é uma reação”, justificou.
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Questionado sobre o arrependimento, João Baptista foi taxativo ao afirmar que sente uma “vergonha inexplicável”, embora faça uma distinção entre o perdão judicial e o pessoal. Revelou ainda que o facto de ter pedido desculpa por mensagem durante a relação foi, ironicamente, uma das provas que serviu para o condenar em tribunal “Publicamente, eu não sinto vontade de pedir desculpa a essa pessoa. Eu peço desculpa a todos os portugueses e a todas as mulheres… É um assunto que me envergonha de uma forma inexplicável”, admitiu, revelando que o choque o impediu de dar a sua versão dos factos na altura da sentença.
Atualmente, o ator garante estar focado no futuro e na sua evolução pessoal, deixando para trás o silêncio que, segundo o próprio, lhe foi imposto por maus conselhos jurídicos “Não foi bonito o que eu fiz, de todo, e estou aqui a dar a cara. O que eu sei é que aprendi muito com isto. Eu já me perdoei também. Fui julgado, já fui condenado por quem de direito”, rematou, assegurando que o assunto está “arrumado” e que o seu foco atual é estritamente profissional.
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