Sozinha no hospital e forçada a tomar decisões rápidas no limite do prazo legal, a criadora de conteúdos confessou que ainda carrega o trauma e que se arrepende profundamente de não ter visto o rosto do filho.
Madalena Abecasis abriu o coração e partilhou um dos episódios mais traumáticos e dolorosos da sua vida pessoal. A influenciadora digital foi a mais recente convidada do podcast “Não Sei Ser”, conduzido por Joana Gama, onde recordou a interrupção de uma gravidez numa fase já avançada, devido a um grave problema cardíaco detetado no bebé.
A criadora de conteúdos revelou que, após a perda, lhe foi recomendado acompanhamento psicológico, algo que acabou por ignorar devido à pressão profissional e, regressou ao trabalho apenas 15 dias depois, com receio de ser despedida.
Hoje, admite que as feridas continuam abertas: “Essa parte da minha vida está completamente desgovernada cá dentro, ainda não está nada resolvido“. Contudo, Madalena Abecasis confessou que, de certa forma, se recusa a procurar ajuda clínica por receio de que a cura lhe apague a memória da criança. “É uma dor que me dá um conforto… Como não tenho cá ninguém, tenho aquilo“, desabafou, acrescentando: “Se eu resolver vou me esquecer, será?!“.
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A dureza do relato atingiu o seu pico quando a influenciadora descreveu o procedimento em si. Estando já no limite do prazo legal para a interrupção, e como o bebé não estava morto, Madalena teve de ser submetida a um feticídio, um processo que enfrentou em absoluta solidão. “Fui tudo sozinha sabes, tipo não tens o pai da criança ao lado para nada, estás sozinha, tens um parto normal, tens que levar a epidural (…) e é horrível“, recordou.
O procedimento deixou marcas profundas: “Espetam-te uma agulha pela barriga até chegar ao bebé, gritei… Sabes nos filmes, quando dizem que ouviram um grito e que é um grito animal? Gritei. Acho que toda a gente ouviu“.
Visivelmente emocionada e em lágrimas, Madalena Abecasis expôs aquele que considera ser o seu maior fardo pois, face à rapidez e ao choque da situação, quando questionada pela equipa médica se queria ver o rosto do bebé, a sua reação imediata foi de repulsa. “Achei que foi tudo muito rápido, eu tive que decidir tudo“, explicou. Hoje, garante que fala sobre o assunto para ajudar outras mulheres que passem pelo mesmo a tomarem decisões mais ponderadas. “Eu arrependo-me mesmo disso, é a coisa de que mais me arrependo na vida – é não ter visto a cara dele. Mas pronto, é a minha vida, por isso é que se guarda esta dorzinha“, concluiu.
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