
A experiência terminou mais cedo para Maria de Fátima e António no ‘Casados à Primeira Vista’.
Na cerimónia de compromisso transmitida no domingo, 1 de novembro, a equipa de especialistas tomou a decisão de afastar a dupla, apesar de ambos terem escrito a intenção de continuar no formato.
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A separação física foi imposta pela produção. O casal vai agora cumprir um período final de sete dias, mas em quartos separados, com vista a refletir sobre os comportamentos de parte a parte antes do encerramento definitivo da ligação.
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A decisão surgiu na sequência de uma troca acesa de relatos no sofá. Maria de Fátima trouxe a debate uma situação ocorrida fora do alcance das câmaras, alegando ter ouvido do companheiro que “ela não sabia do que é que ele era capaz”.
A concorrente explicou a origem do desentendimento: “Essa frase veio porque fui à rua comprar um frango assado e levei dinheiro para pagar. O António não levou telemóvel, nem carteira, nem nada. E precisei de 10 cêntimos. Disse ao senhor que não tinha, que o António também não tinha, mas que tinha uma nota de 20 euros e que podia destrocar. Ele disse que não valia a pena. Viemos embora e ai chegar a casa, o António começou a dizer que já fez isso de propósito porque enquanto não lhe pagarem não ia aplicar mais dinheiro nenhum. E eu não tenho nada a ver com isso.”
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Segundo o relato de Maria de Fátima, o ambiente azedou de imediato na residência partilhada. “O António enervou-se e começou a gritar comigo. Pedi-lhe para não gritar comigo e ele continuou a gritar. E eu fiquei muito nervosa porque ele dizia que eu não sabia do que é que ele era capaz”, acrescentou.
A emissão recuperou igualmente uma conversa privada de Maria de Fátima com Teresa, outra concorrente da experiência, na qual descreveu o mesmo episódio com gestos ilustrativos: “Sabes o que é que ele me disse? Tu não sabes daquilo que eu sou capaz. […] Enquanto utilizo esta parte da mão [parte de cima da mão], está tudo bem, quando utilizar esta parte da mão [a palma da mão] que é a coisa mais feio que tenho, não falo por mim.”
Perante o cenário descrito, Diana Chaves interveio no momento: “Essas acusações são muito graves e é importante perceber tudo o que se passou e a verdade.”
Confrontado com as palavras da mulher, António rejeitou a versão apresentada e detalhou as contas do dia a dia. “Não foi bem como a Maria de Fátima contou. Íamos fazer refeições, coisas do género, e eu pagava. Fomos para um último jantar, até por baixo dos apartamentos, e disse-lhe que se calhar era uma oportunidade para pagar o jantar. A Maria de Fátima disse: «Então não estamos casados? Pagas e depois vais receber. Até porque eu não tenho o número de contribuinte». Disse-lhe que se era por causa disso, que o tinha. Mas ela disse que não tinha a carteira. Tive que pagar eu e seguimos.”
O concorrente negou ainda ter levantado a voz no regresso ao apartamento. “Depois chegamos a casa e não foi de eu estar a gritar, porque eu não gritei. A Maria de Fátima já estava aborrecida porque eu não tinha levado nem carteira, nem telemóvel, nem nada. Entrou em casa a dizer «cala-te que eu já estou farta disto», atirou com a carteira, e eu disse-lhe: «Ainda por cima és malcriada». E veio para o meio da sala a dizer para eu me calar, muito alto. Depois tive de falar alto também porque senão tu não ouvias”, explicou.
Para sustentar as suas declarações, Maria de Fátima recorreu a uma gravação áudio que realizou sem o conhecimento do marido. No registo ouve-se a voz de António: “Não sabes do que é que eu sou capaz. Não foi isso que eu disse. Lembro-me do que é disse. Eu disse: «Olha, tem calma, não insinues nada…» Agora, não sabes do que é que eu sou capaz? Essa é boa. Se tu soubesses do que é que eu sou capaz, caraças, pá. Não. Não sabes do que é que eu sou capaz. Nem tu nem ninguém, não há ninguém, nem os meus filhos sabem do que é que eu sou capaz.”
Maria de Fátima justificou a atitude logo de seguida: “Tenho sido acusada constantemente de tudo o que digo que é mentira. Cheguei a um pouco em que cansei-me. Tive que fazer isto para me defender, porque eu sou uma pessoa integra, não sou mentirosa compulsiva e sei aquilo que digo. Eu não minto.”
António reagiu com desagrado ao saber da gravação clandestina, sublinhando que “não se revê nos comentários” e classificando a postura da mulher como “incorreta”. Dirigindo-se à parceira, rematou: “Depois vais falar comigo a puxar por mim para eu dizer uma coisa que nunca disse. Não posso admitir que vás assim tão baixo.”
Face à gravidade do clima vivido entre os dois, o painel de especialistas cancelou a continuidade da vida em comum, classificando os factos de “graves”. A deliberação foi direta: “Está claro que para vocês a experiência acabou. Não dá para ficarem um perto do outro. Vão estar mais uma semana, mas para fazer uma reflexão separados. perceber o que podiam ter feito de diferente.”