
A atribuição do ‘Globo de Ouro 30 anos de Humor’ a Ricardo Araújo Pereira, na gala da SIC do domingo, 27 de setembro de 2026, gerou um vendaval de opiniões.
O próprio humorista não escondeu a surpresa ao receber a distinção, admitindo que há três décadas “só tinha 22 anos” e “não estava a fazer nada”. No palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, ainda fez questão de referir Maria Rueff, que o ouvia da plateia.
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Maria Rueff, de 54 anos, atirou-se à polémica numa publicação no Instagram. A atriz contou que Ricardo Araújo Pereira “acusa o toque e bem ao receber este galardão”, mas sublinhou que a distinção “premiava a memória de quem fazia humor havia trinta anos”. Ela, que se assume “absolutamente fã” do trabalho do humorista, lembrou que ele começou “a escrever bem novinho, para o Herman José e para mim”.
A humorista recordou quem, na sua perspetiva, fazia humor na SIC há trinta anos: “para além do Herman e de alguns pares já desaparecidos, eu, a Ana Bola e a Marina Mota”. Sublinhou o seu próprio percurso, nomeadamente no ‘Herman SIC’, um dos grandes sucessos da estação, onde as suas personagens mais conhecidas “era feito em directo e todas as semanas”.
Maria Rueff não se ficou por aqui. Mencionou ainda ‘O Programa da Maria’, formato que “lançou nomes como Nuno Lopes, Mina Andala, Manuel Marques ou Igor Regalla, entre outros”. Este programa, segundo a atriz, “acabou por ser censurado por suposta falta de audiência, mas não por falta de qualidade, como aliás o tempo provou”. Curiosamente, os autores desse formato incluíam o próprio Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis, José Diogo Quintela, Nuno Markl e João Quadros.
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A atriz fez questão de recordar também o ‘VIP Manicure’, ao lado de Ana Bola e com textos desta última. O programa, de “enorme êxito”, foi responsável durante anos pelos momentos de humor nas galas dos ‘Globos de Ouro’.
Maria Rueff criticou abertamente o que considera ser uma “aviltante falta de memória e quem sabe por ser/sermos mulher(es), sinal também do regresso, ou melhor, de um infelizmente nunca extinto-Machismo!”. E deixou um aviso claro: “Não basta meus senhores, para cumprir cotas, premiar a Joana Marques, não discutindo obviamente o seu mérito. É preciso fazer mais, ser-se justo!”.