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“Ninguém esteve interessado em ver”: Documentário de Marie retirado dos cinemas em menos de uma semana

Ágata Rodrigues avançou que apenas o Cinema City de Alvalade mantém duas sessões agendadas. Os comentadores não pouparam críticas ao trailer e à estratégia adotada pelo realizador João Marques.

O documentário sobre a vida de Marie, intitulado David e Maria Manuel, está a revelar-se um fracasso comercial nas salas de cinema portuguesas.

O tema foi debatido no programa Tarde das Estrelas, onde a apresentadora Ágata Rodrigues avançou com a notícia exclusiva de que o filme foi retirado de exibição em tempo recorde.

A anfitriã do formato começou por enquadrar a situação e revelar os dados relativos às bilheteiras nacionais. Ágata Rodrigues explicou: “Queria atualizar-vos sobre o famoso documentário de Marie, muito se tem falado, ele estreou aliás ali na altura no 12 de Fevereiro, portanto há mais ou menos uma semana e menos de uma semana depois o filme já saiu de todas as salas onde estava a ser exibido”.

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A apresentadora clarificou que a retirada do filme foi uma decisão dos grandes exibidores, restando apenas um local de transmissão. A comunicadora acrescentou: “Esta é uma notícia exclusiva da Tarde das Estrelas, tivemos informação que há apenas uma exceção, o Cinema City de Alvalade, aqui em Lisboa, terá pelo menos duas datas onde este documentário será emitido, mas de resto o maior exibidor, digamos assim, já retirou este documentário”.

O painel de comentadores não foi brando na análise ao projeto. Ana Barbosa apontou falhas logo na promoção inicial, considerando que o trailer não despertava curiosidade. A comentadora justificou: “Olha, para mim foi flop, mas é engraçado, todos nós queríamos ver, estou a brincar, ninguém esteve interessado em ver, eu sei. Mas deixa-me aqui a dizer-te uma coisa, eu acho que também, olha, o teaser do trailer, a mim, muito sinceramente, sinto-me muito parado, não me traz nada de muita vontade para ver”.

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Para além da vertente promocional, Ana Barbosa acredita que as declarações do realizador João Marques ditaram o afastamento do público. O facto de o documentário ignorar as recentes polémicas nas igrejas e a saúde mental da influenciadora foi, para a comentadora, um erro estratégico grave.

Ana Barbosa argumentou o seu ponto de vista: “A partir do momento em que ela anuncia e que diz que no documentário não vão frisar essa parte, eu acho que o público, o próprio público, não vão falar da saúde mental, mas a saúde mental é das coisas mais frisadas agora, tudo o que a Marie faz, aquelas situações que ela fez nas igrejas e etc”.

A comentadora concluiu o seu raciocínio garantindo que o público procurava respostas para os comportamentos recentes de Marie. A ex-concorrente atirou: “Eu, muito sinceramente, acho que as pessoas também gostavam muito de perceber como é que ela foi chegar a essa parte. E muito sinceramente, a partir do momento em que ele também diz isso, na minha opinião, há muita gente que já não ia ver… eu pelo menos tive menos vontade de ver, e acho que muito público também”.

Por sua vez, Zé Gouveia optou por uma abordagem marcada pelo sarcasmo para comentar o fracasso de bilheteiras. O comentador ironizou com o circuito de festivais e as grandes premiações de cinema, afirmando: “Eu estranhei porque foram anunciados os nomeados para os Oscares a semana passada, e eu não percebi a ausência do David e Maria Manuel. O David e Maria Manuela é um documentário que Berlim já tinha dito que não, Cannes também não, quando saiu os Oscares eu fiquei boquiaberto. Maria Manuela não vai ir aos Oscares? Não foi. Não vai aos Oscares, não vai ao cinema, não vai a lado nenhum”.

Sem rodeios, Zé Gouveia desvalorizou a qualidade da obra para o grande ecrã e garantiu que não tinha qualquer intenção de marcar presença numa sala. O comentador atirou: “Eu juro-te, podia-me oferecer as pipocas, um dois em um, o que fosse. Epá, isto é daquelas coisas que é para ver em casa, com a família, no Natal, todos juntos, e ver filmes que foram caseiros”.

A rematar a análise, o comentador justificou a saída precoce das salas de cinema com a data de estreia, comparando a curta permanência de exibição à efemeridade de uma época festiva. Zé Gouveia concluiu: “Mas eu depois entendi, 12 de Fevereiro, o que é que se passa? Isto aos filmes de Natal e aos filmes de Carnaval. Passou o Carnaval, acabou, pronto, sai da sala, está tudo certo. Eu percebi, a linha promocional dos cinemas foi fantástica. Acabou o Carnaval em três dias, e o documentário da Maria Manuela igualmente”.

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