Nuno Homem de Sá falou ao programa Casa Feliz da SIC, numa entrevista conduzida pelo repórter Luís Maia, para reagir ao pedido de três anos de pena suspensa feito pelo Ministério Público.
Com a leitura da sentença marcada para 15 de junho no Tribunal de Torres Vedras, o ator comentou a postura da acusação: “Está uma linda terça-feira. Eu tenho um problema grave, eu adoro assumir as minhas coisas, eu entendo tudo, tudo, desde que eu consiga extrair alguma coisa. Ou seja, eu entendo que o Ministério Público esteja a fazer o seu trabalho, não é? Um volume, um processo que tem praticamente seis mil páginas. Alguma coisa há de ser verdade? Alguma. E eles não podiam agarrar e dizer, ah pá, vamos arquivar isto que isto parece-me uma grande trapalhada. E pronto, fizeram a acusação. Claro que o Ministério Público vai querer salvar a face e manter-se até ao fim, mas depois pedem uma condenação mínima, estranha, enfim”.
Confrontado sobre os factos dados como provados, o ator garantiu que não há fundamento para agressões físicas ou psicológicas: “Nada, são coisas circunstanciais que são impossíveis de provar. Basicamente, ou acreditam na queixosa ou acreditam em mim. De resto, tudo o que tem a ver com prova, não há qualquer indício de que eu tenha cometido estes crimes, nada, zero. Peço desculpa, eu não tenho nada contra o Ministério Público, só que nestes dois casos meteram os pés pelas mãos um bocadinho. É claro que eu, estando inocente, não vou ficar satisfeito com uma condenação, seja ela qual for, e vamos recorrer se for necessário, mas eu acredito que a juíza tenha discernimento suficiente para ver o volume da matéria, que é uma coisa monstruosa. Só as mensagens do WhatsApp entre mim e a queixosa são 880 páginas para ver, mais as 6.000 do processo, aquilo é uma coisa muito grande. Claro que eles avançaram”.
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O ator confirmou que foi a sua própria defesa a submeter o histórico de conversas em tribunal: “Fui eu que as entreguei, eu entreguei o histórico todo ao meu advogado, foi entregue ao tribunal. Claro que dá para ver o padrão se há ali um agressor ou não, e vice-versa”.
Recusou ainda qualquer perfil violento: “Não, claro que não, nunca houve um agressor. Aliás, eu sou uma pessoa extremamente afetiva, sou um tipo carinhoso, sou meio abrutalhado, sou assertivo, pá, mas não sou um agressor de forma alguma. Mesmo a brincar nas picardias, o pior que eu podia chamar a alguém era, ah, estás parvo, que tolice que disseste, qualquer coisa assim. Senão não é violência doméstica, de certeza”.
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Sobre o polémico áudio divulgado na imprensa, Nuno Homem de Sá justificou a sua alteração com um limite emocional extremo: “Certo, esse áudio foi gravado às escondidas pela senhora, após provocar-me, e eu passei-me. Foi o dia em que me passei mais na minha vida inteira, foi aquele. E aquele não é um agressor que está prestes a matar alguém, é aquele homem que está em desespero, a partir qualquer coisa, para sentir que ele é real e que isto não é tudo uma fantasia esquisita. De forma alguma, nunca atirei nada à senhora, nunca lhe dirigi agressão nenhuma. Eu fui provocado até ao último, era um assunto que estava encerrado, ela acusava-me de ter traído, e eu dizia mesmo, que raio de conversa, já falámos sobre isto, eu não tenho tempo sequer para trair, estamos sempre juntos. Aí então por que é que não me dás a passe do teu telemóvel? Sim, sim, ela queria a passe do meu telemóvel para se assegurar de que eu não a andava a trair, mas o que é isto? Estamos a gozar com a dignidade de uma pessoa”.
O ator expôs depois aquilo que considera ter sido um plano de controlo, revelando detalhes íntimos da relação: “Era um esquema para me controlar completamente, ela obrigou-me literalmente, eu pareço parvo a dizer isto, mas é verdade, obrigou-me a bloquear certas pessoas, habitualmente mulheres, inclusive uma mulher que esteve numa relação a três connosco, e que depois ela já não achava piada, acabou-se a relação, e obrigou-me a bloqueá-la. Bloqueá-la nas redes, telemóvel, aquelas coisas. Fui parvo, aceitei, porque era do género, ou eu ou ela. Mas estou a fazer uma vez, para depois já tinha pedidos de bloqueio para várias pessoas, uma coisa ridícula. Ela geriu as minhas redes, bloqueou um monte de mulheres, só porque eram mulheres. Minhas amigas e colegas, enquanto eu estava no Big Brother, por exemplo. Coisas assim, uma matéria muito ridícula”.
Nuno Homem de Sá acusou ainda a ex-companheira de o querer formatar e apontou o dedo à forma como a gravação foi exposta ao público: “Eu acho que a senhora me queria moldar à imagem do homem ideal que ela teria na sua cabeça, uma coisa qualquer que não tem nada a ver comigo. Eu nunca verguei, sempre resisti a todas as tentativas de ela me formatar de alguma forma. Aquela gravação, por exemplo, a circular aí, ela foi publicada através do Correio da Manhã e apareceu em 2025. Aquele áudio é de maio de 2023, está truncado, não tem a data explícita lá e foi exibido em 2025 como se tivesse acabado de acontecer ontem para me agravarem as medidas de coação. Enfim, eu tenho imensa vergonha daquele áudio, atenção, eu não me revejo naquilo. Aquele áudio foi um desespero absoluto, eu estava agora numa depressão, de tal modo que não lhe fiz mal nenhum, ela saiu da porta, foi embora, foi lá a GNR fazer o que tinha a fazer, não a bloqueei, não fiz nada”.
A terminar a entrevista a Luís Maia, deixou uma garantia sobre os próximos passos do processo em tribunal: “Sim, mas atenção, que isto agora é com força, que a minha fase de arguido está a acabar e agora vem a fase da queixosa e da assistente”.